Andebol/Rio2016

17-08-2016 16:47

Os quatro golos que separam Angola da ribalta mundial

Angola foi eliminada nos quartos de final do torneio de andebol feminino do Rio2016.
Angola perde sem ousadia frente ao Brasil em andebol feminino
Foto: ERIC FEFERBERG

Angola perde sem ousadia em andebol feminino

Por SAPO Desporto c/ Angop sapodesporto@sapo.pt

Angola voltou a ter mais uma atuação positiva na última madrugada frente à Rússia, apesar da derrota por 27-31, que ditou a sua eliminação nos quartos de final do torneio de andebol feminino do Rio2016.

Tal como nas outras derrotas (excepto com a Noruega), a diferença foi de quatro golos, o que se poderá inferir que é a distância entre o representante africano e as formações mais poderosas do andebol mundial.

A selecção nacional chegou aos ‘quartos’ graças a duas surpreendentes vitórias frente a Roménia ( 23-19) e Montenegro (27-25) e uma “torcida” que apoia do princípio ao fim. Não foi portanto por falta de apoio que o desfecho foi desfavorável.

Com isso e embora tivesse perdido os restantes jogos, qualificou-se pela primeira vez para a fase seguinte da prova. Frente à Rússia houve um momento chave, que poderia alterar o rumo da história.

A quatro minutos (mais uma vez o 4), Angola, que chegou ao intervalo em desvantagem por 14-18, Angola iniciou uma recuperação no placar que já chegara aos sete golos de diferença (22-29).

Com a guarda-redes mais mediática em campo, que entusiasmou ainda mais os adeptos presentes no Arena do Futuro, Angola parecia “ressuscitar” com três defesas consecutivas de Teresa Bá, a primeira delas aos 26 minutos. O técnico russo esteve todo tempo a beira de um ataque, e já afónico evidenciava grande respeito pelo potencial do adversário para reverter a situação.

Entretanto, as jogadoras de campo não aproveitavam este factor de motivação, até que a 1:30 para o fim, é cometida uma falta no ataque quando se preparavam para reduzir para dois golos.

O conjunto não tinha a experiente guarda-redes Cristina Branco substituída pela 16ª jogadora Vilma Neganga (suplente), sem rodagem, e foi uma vez mais comandado por Natália Bernardo (8 golos) e Isabel Guialo (6) apesar das queixas no joelho que lhe retiraram do sete base.

No final, o resultado dava o passe às europeias por 31-27, a mesma diferença do intervalo. Significa que Angola empatou no segundo tempo, mas na etapa inicial a permissividade defensiva e nomeadamente os contra-golpes russos e a falta de concentração nas acções ofensivas (com erros técnicos elementares) 'escreveram' a história e adiaram o primeiro triunfo angolano sobre as russas.

Do ponto de vista do equilíbrio competitivo, os resultados registados indicam um aproximar de nível competitivo, mas ainda há debilidades importantes, como referiu Filipe Cruz.

A associar a isso estão dificuldades enfrentadas na preparação, a introdução de novos elementos no grupo, inclusive o treinador. Os desentendimentos com o COA em relação aos prémios e o grupo considerado o mais forte da primeira fase e a arbitragem em certos casos agravam o grau de dificuldade suportado.

Ainda assim, o desenrolar dos jogos mostrou que a vitória podia pender para qualquer dos lados. Ou seja, os olimpicos angolanos já estiveram mais distantes de entrar para discussão de medalhas.

Conteúdo publicado por Sportinforma