Atletismo

29-04-2014 13:42

Discoteca nega insultos racistas a Nelson Évora

Nelson Évora disse que na noite de 19 de abril foi-lhe negada a entrada na discoteca lisboeta “Urban Beach” por haver “demasiados pretos no grupo.
Discoteca nega insultos racistas a Nelson Évora

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O presidente do conselho de administração do grupo K negou hoje que tenha havido qualquer ato racista para com atletas, nomeadamente Nelson Évora, na discoteca Urban Beach, tal como este denuncia na sua página oficial no Facebook.

A denúncia de racismo foi feita na noite de segunda-feira, pelas 22h00, no Facebook, tendo Nelson Évora escrito que na noite de 19 de abril foi-lhe negada a entrada na discoteca lisboeta “Urban Beach” por haver “demasiados pretos no grupo”.

Segundo o que está escrito na página oficial de facebook de Nelson Évora, a ida à discoteca teve que ver com uma surpresa organizada por amigos do atleta e tinham mesas pré-reservadas.

“Éramos um grupo de 16 pessoas com mesas pré-reservadas e não é que somos surpreendidos pelos responsáveis daquele espaço público. Porquê? Demasiados pretos no grupo”, lê-se no texto escrito pelo atleta.

Nelson Évora questiona-se sobre se estará a exagerar ou se foi mesmo um caso de racismo e acrescenta que no grupo de atletas estavam Francis Obikwelu, Naide Gomes, Carla Tavares, Susana Costa e Rasul Dabó.

A agência Lusa tentou chegar à fala com Nelson Évora, mas tal não foi possível, nem telefonicamente, nem atravès do Facebook.

Cerca de duas horas depois de Nelson Évora tornar público o que alegadamente se passou à porta da discoteca “Urban Beach”, o presidente do conselho de administração do grupo K deixou uma mensagem no Facebook do atleta, dizendo-se surpreendido com as acusações feitas.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Dâmaso negou que tenha ocorrido qualquer ato racista por parte dos funcionários da discoteca e disse estranhar que a denúncia só aconteça nove dias depois.

“Falei com o gerente do estabelecimento, falei com as pessoas que estavam nessa noite na porta, informei-me para saber realmente o que tinha acontecido, se [as acusações] teriam algum fundamento ou não e foi-me dito que não”, garantiu.

Segundo Paulo Dâmaso, o porteiro da discoteca não permitiu que o grupo entrasse porque “havia uma ou duas pessoas que estavam desenquadradas em termos do ambiente que é normal no ‘Urban Beach’”, ou seja, não corresponderiam ao ‘dress code’ exigido.

O responsável pelo grupo K garantiu que Nelson Évora nunca fez uma reclamação formal, nem na noite dos acontecimentos nem depois, e estranhou que o venha fazer agora.

Acrescentou que o atleta poderia ter pedido o livro de reclamações ou chamar o gerente e que, caso o funcionário tivesse dito aquela frase, a empresa abriria um processo disciplinar.

Paulo Dâmaso apontou ainda que esta situação está a trazer prejuízos à empresa, mas disse preferir conseguir chegar à fala com o atleta antes de ponderar tomar outra iniciativa.

Conteúdo publicado por Sportinforma