Atletismo

12-09-2016 16:19

Campeã olímpica é a figura de proa da 'outra' meia maratona de Lisboa

Sumgong, que se tornou no Brasil a primeira queniana a conquistar a medalha de ouro na maratona, é a maior referência da prova deste ano.
Jemima Sumgong
Foto: GERRY PENNY / EPA

Jemima Sumgong

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A queniana Jemima Sumgong, campeã olímpica da maratona no Rio2016, é a cabeça de cartaz da 17.ª edição da Rock’n’Roll meia maratona de Lisboa, que hoje foi apresentada em Lisboa e já atingiu a barreira das 16.000 inscrições.

Sumgong, que se tornou no Brasil a primeira queniana a conquistar a medalha de ouro na maratona, é a maior referência da prova deste ano, que se vai realizar a 02 de outubro, com partida às 10:30 horas, mas o setor masculino conta também com uma figura de peso, o eritreu Zersenay Tadese, recordista mundial da distância.

Num quadro de elites que o responsável máximo pela organização, Carlos Móia, qualificou de “um dos melhores de sempre”, a campeã olímpica, de 31 anos, deverá encontrar forte oposição por parte das compatriotas Beatrice Mutai e Margaret Agai, primeira e segunda classificadas no ano passado.

Quem não deverá entrar na corrida pelo pódio com Sumgong, segunda classificada na meia maratona de Lisboa em 2014, é a atleta portuguesa Ana Dulce Félix, 16.ª posicionada na maratona olímpica no Rio de Janeiro, da qual saiu muito debilitada.

“Não vou participar com objetivos muito altos, como chegar ao pódio. No Rio sofri bastante na parte final, devido ao calor, e estou agora a regressar aos treinos, depois de um período de férias. Por isso, venho apenas com o objetivo de participar”, explicou Ana Dulce Félix.

Tadese é o grande favorito no setor masculino, estreando-se no percurso na zona oriental de Lisboa, com passagem sobre a Ponte Vasco da Gama, depois de ter vencido por três vezes a outra meia maratona da capital, que tem a Ponte 25 de Abril como ex-líbris.

Foi, precisamente, naquela prova que o eritreu estabeleceu, em 2010, os máximos mundiais da meia maratona e 20 km, proeza que Calos Móia estima ser difícil de repetir este ano, uma vez que “o percurso é mais difícil e pouco propício à obtenção de recordes”.

O eritreu Ngusa Amloson, vencedor da prova no ano passado, vice-campeão mundial da distância em 2014 e finalista dos 10.000 metros no Rio2016, e o queniano Mosinet Geremew, segundo em Lisboa, em 2014, são alguns dos principais adversários do recordista mundial.

A cerca de 1.000 inscrições de atingir o limite de 17.000, a ‘outra’ meia maratona da capital portuguesa integra ainda quatro provas-satélite: o passeio avós e netos e o evento mini campeões, ambos no sábado, e a prova em cadeira de rodas e a mini maratona, no domingo.

Conteúdo publicado por Sportinforma