Atletismo

06-07-2017 20:25

IAAF pede desculpa aos afetados por ataque informático

O organismo que regula o atletismo mundial foi atacado por um grupo, intitulado Fancy Bear, que expôs informação médica de vários atletas através da Internet.
Former IAAF president Diack enabled corruption, WADA report says
Foto: Lusa

O organismo que regula o atletismo mundial foi atacado por um grupo, intitulado Fancy Bear, que expôs informação médica de vários atletas através da Internet.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) pediu hoje desculpa aos atletas afetados pelo ciberataque de que o organismo foi vítima em abril e que expôs informação médica de vários desportistas.

“A IAAF manifesta as suas mais sinceras desculpas aos atletas que acreditaram que a sua informação pessoal e médica estava segura connosco”, escreveu a federação, que revelou que continuará a trabalhar com uma empresa de resposta a ataques informáticos para “criar um ambiente seguro”.

O organismo que regula o atletismo mundial foi atacado por um grupo, intitulado Fancy Bear, que expôs informação médica de vários atletas através da Internet.

Dados hoje publicados pelo grupo de ‘hackers’ mostram que o corredor britânico Mo Farah, quatro vezes campeão olímpico, foi identificado como “provável caso de doping”, e os dados sanguíneos considerados suspeitos, ainda que um ‘e-mail’ anexo à sua ficha diga que a última amostra estava “normal”.

Representantes do atleta já classificaram as suspeitas como “inteiramente falsas” e garantiram que o atleta nunca foi contactado pela IAAF.

A Agência Antidopagem dos Estados Unidos tem o treinador de Farah, Alberto Salazar, sob investigação por suspeitas de ter fugido às leias antidopagem durante um projeto com vários atletas no Oregon.

Os documentos divulgados pelos Fancy Bear, cuja veracidade ainda não foi verificada, implicam ainda o irlandês Robert Heffernan, campeão mundial de marcha em 2013, à semelhança da maior parte dos atletas mencionados, quase todos ligados a provas de resistência.

O grupo já tinha visado a Agência Mundial Antidopagem (AMA) em 2016, tendo na altura misturado dados genuínos com documentos falsos, sendo que o organismo denunciou o grupo como sendo russo e uma forma de “retaliação” pela investigação do escândalo de doping na Rússia.

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