Atletismo

14-07-2017 23:17

Lisboa homenageia João Bandeira Santos por completar o ‘Marathon Grand Slam'

A autarquia lisboeta não deixou passar em claro o feito de João Bandeira Santos e entregou uma placa comemorativa do percurso deste atleta.
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Foto: TOBIAS SCHWARZ / AFP

Lisboa homenageia João Bandeira Santos por completar o ‘Marathon Grand Slam'

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Câmara Municipal de Lisboa homenageou hoje João Bandeira Santos por ser o primeiro português a entrar no restrito clube de 101 atletas a completar o 'Marathon Grand Slam', o desafio de correr sete maratonas nos sete continentes.

Numa cerimónia realizada no Padrão dos Descobrimentos, que contou com a presença do vereador Jorge Máximo, do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, e do antigo campeão olímpico Carlos Lopes, o engenheiro, de 49 anos, assumiu a sua satisfação por concretizar este projeto e manifestou a esperança de ver mais portugueses repetirem este feito.

"É uma grande honra ser o primeiro português a integrar este clube e a ter conseguido fazer as maratonas nos sete continentes e no Pólo Norte. Como significado, penso que é também um desafio para outros fazerem. É possível conciliar as corridas e a atividade profissional", afirmou, em entrevista à agência Lusa.

Foram precisos sete anos para este atleta amador completar o desafio, ao qual juntou ainda a maratona no Pólo Norte. No percurso de João Bandeira Santos sobressaem as maratonas do Porto, Nova Iorque, Cidade do Cabo, Perth, Angkor Wat, Buenos Aires e Antártida, tendo tudo começado numa "resolução de ano novo" para corresponder a um estilo de vida saudável.

"Como gosto muito de viajar, achei que podia ser uma coisa interessante; em vez de correr as maratonas todas no mesmo sítio, acabar por conhecer o mundo a fazer essas maratonas. A partir da Maratona de Nova Iorque as coisas passaram a ser mais planeadas. Foi o apelo da geografia, juntamente com o gosto de viajar e de correr", frisou.

Sem esconder que os quilómetros percorridos sob o calor e a humidade de Angkor Wat, no Cambodja, foram os mais difíceis deste trajeto, este engenheiro apaixonado pelas corridas revelou ainda que a família reagiu bem à ideia, porque o acompanha em algumas provas "como compensação do sacrifício" da preparação.

A autarquia lisboeta não deixou passar em claro o feito de João Bandeira Santos e, através do vereador com o pelouro do Desporto, Jorge Máximo, entregou uma placa comemorativa do percurso deste atleta, elogiando a sua campanha: "Obrigado por representar a cidade. É com grande satisfação que há um lisboeta neste restrito clube."

Igualmente presente no evento esteve Richard Donovan, o organizador da maratona do Pólo Norte e representante da Marathon Grand Slam, que confessou a sua esperança de contar com a cidade de Lisboa como representante europeia no World Marathon Challenge de 2018, um desafio de sete maratonas corridas em sete continentes e em apenas sete dias.

"Penso que Lisboa é uma forte possibilidade. Conheço agora algumas pessoas aqui e parece-me que gostariam de ter algo assim na cidade. Não é preciso muita logística, basta não colocar muitos entraves", afiançou o organizador, que quer juntar a capital portuguesa à Antártida, Cidade do Cabo, Dubai, Perth, Barranquilla e Miami.

Depois de agraciar João Bandeira Santos com duas medalhas pela sua proeza, Richard Donovan admitiu ainda a sua expetativa de ver mais portugueses a integrarem o lote de atletas a completar este desafio global.

"Penso que aparecerão mais portugueses. Basta uma pessoa para desbravar o caminho. Ainda ninguém de Portugal fez o World Marathon Challenge e certamente aparecerá alguém", finalizou.

Conteúdo publicado por Sportinforma