Volta a Portugal

06-08-2016 16:19

PSP substitui GNR no contrarrelógio final

Joaquim Gomes assumiu que a troca é "inédita", mas recusou riscos para a prova.
Joaquim Gomes
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Joaquim Gomes, diretor da Volta a Portugal

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O diretor da Volta a Portugal em bicicleta, Joaquim Gomes, confirmou hoje a substituição “inédita” da Guarda Nacional Repúblicana pela Polícia de Segurança Pública no contrarrelógio da 10.ª e última etapa, por decisão do Governo.

“Os 32 quilómetros da etapa de amanhã [domingo] decorrem na íntegra na área de jurisdição do comando metropolitano da PSP de Lisboa, com os comandos de Vila Franca de Xira, Loures e Lisboa. A PSP entendeu que podia assegurar o policiamento na totalidade, isto é algo inédito, e só a particularidade do percurso decorrer na área da PSP pode ajudar a entender”, afirmou Joaquim Gomes à agência Lusa.

Na partida para a nona e penúltima etapa, em Alcácer do Sal, Joaquim Gomes procedeu a uma homenagem aos militares da GNR, que acompanharam a caravana desde 27 de julho, quando foi disputado o prólogo, em Oliveira de Azeméis. “Fiz questão de distinguir o capitão Lobo Moita, o comandante do destacamento de trânsito eventual, com o relógio oficial da Volta, numa ação simbólica para reconhecer o excelente serviço no acompanhamento desde Oliveira de Azeméis até ao final da etapa de hoje, em Setúbal, nos quase 1.600 quilómetros da Volta a Portugal”, frisou.

Joaquim Gomes recusou que esta mudança seja um risco para a corrida, realçando a dimensão do dispositivo policial alocado à operação de segurança, por se tratar de um contrarrelógio individual, que leva ao corte dos 32 quilómetros da estrada, entre Vila Franca de Xira e a Praça do Comércio, em Lisboa.

“O policiamento estático vai cortar o percurso durante mais de duas horas e meia e vai ser complementado ainda com um número considerável de motas, que, numa regularidade de, pelo menos cinco em cinco minutos, vão salvaguardar possíveis travessias de espetadores”, referiu.

Além disso, os últimos 10 corredores a iniciarem o ‘crono’, que vão partir de dois em dois minutos, ao contrário dos anteriores, que arrancam de minuto a minuto, também vão estar acompanhados por motas da PSP. “No fundo, era o dispositivo dinâmico que a GNR estava preparada para fazer, que criou algumas dúvidas, relativamente aos procedimentos finais a adotar desta etapa, mas uma decisão superior, do Ministério da Administração Interna, acabou por atribuir o policiamento à PSP”, rematou.

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