Futebol

29-11-2016 10:09

Chapecoense é o 12º caso de tragédias aéreas

Queda de avião vitimou a equipa quase toda. Só três atletas sobreviveram.
Chapecoense
Foto: NELSON ALMEIDA

Chapecoense

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O avião da companhia Lamia que transportava a equipa da Chapecoense não é o primeiro caso de acidentes aéreos que tiraram a vida a equipas desportivas. A queda do aparelho na Colômbia é mais um capítulo negro a uma história que começou em 1949 em Itália.

O primeiro caso de tragédia aérea teve como protagonista o Torino. A equipa transalpina, uma das mais fortes dessa época, regressava a casa depois de um jogo frente ao Benfica. Na chegada a Itália, um problema de visibilidade resultou num erro do piloto que embateu a aeronave contra a catedral da Superga.

Em 1958, foi a equipa do Manchester United que foi atingida pela desgraça. Num regresso de um jogo em Belgrado, a equipa inglesa fez escala na Baviera para regressar a Manchester. Após três descolagens falhadas, o avião acabou por cair matando 20 pessoas.

Ainda no futebol, não esquecer os casos da equipa nacional da Dinamarca que em 1960 perdeu oito membros da equipa num acidente de avião e do Tachkent, do Uzbequistão, em 1979 que sofreu o mesmo destino depois de a aeronave ter caído. No entanto, a equipa uzbeque perdeu todos os atletas.

A cronologia mantém-se e só volta a ter um incidente fatal no final da década de 80. Em dezembro de 1987, 43 futebolistas do Allianz Lima faleceram depois de um acidente aéreo.

Seis anos depois, novo desastre aéreo, mas desta vez com a Zâmbia. A equipa africana estava nas eliminatórias para o Campeonato do Mundo em 1994. Numa viagem perto da costa do Gabão, o avião teve uma falha técnica e caiu, matando todos os passageiros.

Apesar de o futebol ser o desporto com maior número de casos, as tragédias com aviões não são exclusivas do futebol. Ao longo da história das viagens aeronáuticas, houve casos de acidentes que atingiram os outros desportos.

*artigo corrigido às 14h21

A década de 60 foi particularmente negra no que toca a acidentes aéreos. Em 1961 os 18 elementos da equipa de patinagem artística norte-americana estavam entre os 72 mortos numa queda de uma avião. Cinco anos depois, foi a equipa de natação italiana que perdeu a vida num desastre com queda de um avião.

Para a contagem das tragédias existe ainda as quedas de Montevideo em 1972 que já foi retratada em filme devido às condições com que a equipa de râguebi onseguiu sobreviver recorrendo a necrofilia.

Por fim, mais recentemente, os casos da equipa de Boxe norte-americana (1980) e a formação de hóquei no gelo do Lokomotiv de Iaroslav (2011). Ambas as equipas eram ‘pesos-pesados’ dentro dos respetivos campeonatos que perderam a vida em acidentes aéreos.

A equipa da Chapecoense seguia a caminho de Medellín onde ia disputar a primeira mão da Taça Sul-Americana. A competição foi suspensa devido à tragédia que matou grande parte da equipa.

Conteúdo publicado por Sportinforma