Análise ao Portugal - Dinamarca

13-06-2012 19:30

Classe de Nani em dia não de Ronaldo

Portugal venceu a Dinamarca por 3-2, no segundo jogo do Grupo B do Euro 2012, e mantém-se na luta para alcançar os quartos-de-final da competição.
Classe de Nani em dia não de Ronaldo

Por Miguel Henriques sapodesporto@sapo.pt

O extremo dos extremos

Nani (+)

No encontro com a Dinamarca, Nani acabou por ser um dos principais obreiros do triunfo nacional. O jogador não teve medo de ter a bola nem de encarar os seus adversários diretos. Dos seus pés saíram vários passes mortais, como aquele que deu o primeiro golo a Hélder Postiga e outro em que isolou primorosamente Cristiano Ronaldo. Estatisticamente, o jogador construiu cinco oportunidades de golo para o conjunto nacional.

Mas aquilo que fez em campo não se resume às suas investidas no ataque. Se João Pereira teve uma tarde mais descansada, bem pode agradecer ao seu colega que recuou muitas vezes para o ajudar e fechar com sucesso este setor.

Varela  (+)

O extremo foi naturalmente outro dos jogadores em evidência. Mal tinha acabado de entrar e já estava a marcar o tão ansiado terceiro golo de Portugal. Aos 86 minutos, Varela falhou um primeiro remate, mas recompôs-se de pronto desferindo com o pé direito um forte pontapé que só terminou no fundo da baliza de Andersen. Um golo que permite à seleção nacional sorrir e continuar a sonhar.

Cristiano Ronaldo (-)

Em sentido contrário esteve o capitão Cristiano Ronaldo. Ninguém pode negar o esforço e o ímpeto que coloca em cada lance, mas não foi definitivamente feliz neste jogo, sendo o expoente máximo deste infortúnio a sua falta de pontaria.

Por seis vezes rematou à baliza, mas nunca o fez com sucesso. Na retina ficaram pelo menos duas situações em que isolado foi incapaz de bater Andersen e de matar o jogo, quando este se encontrava ainda em 2-1.

Também não se mostrou voluntarioso na hora de defender. A maior parte das investidas da Dinamarca, principalmente no segundo tempo, ocorreram pelo lado direito do ataque. Fábio Coentrão deparou-se quase sempre com dois jogadores à sua frente. Independentemente das orientações que o selecionador Paulo Bento lhe terá dado, foi por demais evidente esta lacuna na defensiva lusa.