Um ano de campeões

10-07-2017 15:59

Polónia 1-1 Portugal (3-5 g.p.): A noite em que todos bateram bem

Seleção chegou às meias-finais após mais um duelo impróprio para cardíacos.
Euro2016: Portugal - Polónia
Foto: © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Renato Sanches fez o golo do empate

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

No aniversário de Portugal Campeão da Europa, recordamos a caminhada da Seleção Nacional rumo ao primeiro grande título do futebol português. A mais bela história do futebol luso arrancou em Marcoussis e culminou em Paris com uma grande festa com as cores nacionais.

O encontro dos quartos de final foi mais um exemplar de jogos impróprios cardíacos. A começar da pior forma. A Polónia abria o marcador logo aos 2 minutos, por Lewandowski, o pior que podia acontecer a uma equipa que demonstrava sérias dificuldades em marcar. Com Renato Sanches no onze – substituiu o lesionado André Gomes – Portugal tardava em ‘acordar’, sobretudo no meio-campo, permitindo a velocidade da formação adversária nas transições ofensivas.

Foi, precisamente, o ‘miúdo’, recém-oficializado como reforço do Bayern Munique, a restabalecer a igualdade no marcador, aos 33 minutos, num remate com o pé esquerdo após combinação com Nani. A bola ainda desviou em Krychowiak antes de ultrapassar Fabianski.

O jogo foi ficando mais lento, principalmente com a chegada do segundo tempo. Renato Sanches começava a dar provas de cansaço, o que por um lado, tornou-se benéfico para a equipa das quinas. Os golos, esses, teimavam em não aparecer.

No prolongamento, Ronaldo falhou uma oportunidade de chegar ao 2-1, após cruzamento de Eliseu, assim como a Polónia teve nos pés de Milik o momento mais alto daquela fase, com um remate ao lado da baliza de Rui Patrício. O espectro das grandes penalidades começava a ganhar forma.

E chegado o momento da verdade, Cristiano Ronaldo deu o mote: “Ainda. Tu bates bem. Personalidade”. As palavras tiveram efeito em João Moutinho, mas não só. Renato, Nani, Ricardo Quaresma, todos seguiram o exemplo do capitão – foi o primeiro a rematar da marca dos onze metros – e todos bateram bem. Portugal estava nas meias-finais e a profecia de Fernando Santos começava a ganhar forma.

Conteúdo publicado por Sportinforma