Futebol

19-07-2010 14:20

International Board da FIFA recusa discutir meios tecnológicos auxiliares

A UEFA já experimentou a realização de encontros com dois assistentes de área, colocados na linha de fundo, na última edição da Liga Europa.
International Board da FIFA recusa discutir meios tecnológicos auxiliares

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O International Board da FIFA vai reunir-se quarta-feira para estudar a possibilidade de actuação de uma equipa de arbitragem de cinco pessoas, mas não vai discutir o recurso a meios tecnológicos, contrariamente ao prometido por Joseph Blatter.

De acordo com um comunicado da FIFA, o único ponto da ordem do dia será a revisão e eventual aprovação das petições feitas por várias confederações e associações do organismo para implementar dois árbitros assistentes para os torneios das épocas 2010/11 e 2011/12.

A UEFA já experimentou a realização de encontros com dois assistentes de área, colocados na linha de fundo, na última edição da Liga Europa.

Os dois auxiliares poderiam ver com mais precisão jogadas como a que aconteceu no Mundial2010 da África do Sul, quando não foi validado um golo ao inglês Frank Lampard, no jogo dos oitavos de final frente à Alemanha, apesar da bola ter entrado claramente na baliza, facto comprovado pelas imagens televisivas.

Esta jogada provocou grande polémica, porque significava um empate 2-2, tendo o encontro terminado com a vitória da Alemanha, por 4-1, e consequente eliminação da Inglaterra.

Em Maio, o International Board autorizou a experiência de uma arbitragem a cinco na Liga Europa, depois de em Março ter descartado qualquer ajuda tecnológica para a arbitragem.

A 29 de Junho, após dois claros erros de arbitragem no Mundial (em detrimento de Inglaterra e do México), o presidente Joseph Blatter declarou: “É evidente que após o que estamos a viver, será ridículo se não revirmos o dossier de ajuda tecnológica à arbitragem em Julho, em Cardiff”.

“O único princípio sobre o qual nós iremos discutir será a tecnologia sobre a linha de jogo”, precisou então Blatter, uma declaração agora contrariada pelo International Board.