Doping

28-11-2012 17:12

Platini recusa «dopagem organizada» no futebol

O presidente da UEFA alegou que os maiores problemas no futebol atual são as apostas ilegais e os crescentes casos de racismo e xenofobia.
Platini critica ainda a decisão da FIFA em avançar com a tecnologia de golo
Foto: AFP

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O presidente da UEFA, Michel Platini, defendeu hoje que no futebol não há dopagem organizada, o que não impede que existam «alguns casos isolados».

Numa entrevista publicada hoje pelo diário francês "Ouest France", Platini respondeu ao presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), John Fahey, que o recriminou por ter dito que não havia doping no futebol.

«Tem de aprender francês ou ouvir o que lhe dizem. Disse que pensava que não havia dopagem organizada no futebol. Organizada. Pode haver alguns casos isolados, mas não vejo os clubes de futebol organizarem sistemas de doping», assegurou.

Entre os problemas que tem o seu desporto, o presidente da UEFA destacou as apostas ilegais e o aumento de casos de racismo e nacionalismo.

Para combater estes problemas, o francês propôs a criação de uma polícia europeia do desporto, como a que existe nas alfândegas, para «trabalhar eficazmente».

O presidente da UEFA defendeu o seu projeto de introduzir árbitros de baliza ao contrário do sistema de vídeo que preconiza a FIFA, alegando que a sua ideia é mais barata.

«[Joseph] Blatter afirma que cinco árbitros é muito caro. Nas competições da UEFA temos 78 estádios. Se tivermos de introduzir tecnologia em cada baliza, isso vai custar-nos 32 milhões de euros no primeiro ano e 54 milhões em cinco anos. Os árbitros custarão 2,3 milhões de euros», esclareceu.

Platini sustentou ainda que são as televisões quem quer introduzir a tecnologia «para que se tenha de lhes pagar» e que caso isso aconteça dar-se-á um passo para a arbitragem de vídeo, ideia com a qual discorda.