Transferências

05-08-2014 14:07

Inglaterra já gastou 614 milhões, Bundesliga apenas 202

Clubes alemães foram os que gastaram menos em transferências durante este verão.
Diego Costa trocou o Atlético Madrid pelo Chelsea
Foto: AFP

Diego Costa trocou o Atlético Madrid pelo Chelsea

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

Quando faltam cerca de 26 dias para fechar o período de transferências nos principais mercados europeus, já dá para perceber algumas tendências. Enquanto os clubes germânicos foram aqueles que pagaram menos em contratações, os britânicos foram aqueles que mais gastaram durante o verão para acrescentar valor aos seus plantéis.


A Bundesliga gastou “apenas” 202 milhões de euros em jogadores, notando-se uma clara diminuição dos gastos em relação à temporada passada. O Borussia Dortmund foi o clube que mais gastou em reforços, num valor que ascende aos 46,1 milhões de euros - um montante relativamente inferior aos 52,5 gastos em 2013/14 -, garantindo Ciro Immobile, por 19,4 milhões (a contratação mais cara da Alemanha até ao momento), Ginter, Adrián Ramos, Nuri Sahin, Dong-Won Ji e Joseph-Claude Gyau para fazer frente ao Bayern Munique na luta pelo título.


Logo atrás está o Bayer Leverkusen, que assegurou a entrada de Calhannoglu, por 14 milhões de euros, a sua contratação mais cara, assim como de Kyriakos Papadopoulos, Vladlen Yurchenko, Wendell Borges, Tin Jedvaj e Dario Krešic por um valor total a rondar os 20,5 milhões.


O Hamburgo, depois de ter estado perto de descer pela primeira vez à Bundesliga 2, é outro dos clubes que se tem estado a reforçar com qualidade, gastando cerca de 14,5 milhões de euros para trazer Valon Behrami, Pierre-Michel Lasogga, Johan Djourou e Zoltán Stieber.


O Bayern Munique aparece na nona posição, com um total gasto de 10 milhões de euros. Os bávaros asseguraram a contratação Lewandowski e Rode a custo zero, gastando o total das suas transferências no lateral esquerdo Juan Bernat, procurando ainda reforçar a baliza – Valdés poderá chegar a custo zero – e o meio campo. Além disso, o clube amealhou cerca de 47,1 milhões de euros.


Esta diminuição do investimento não se traduz na entrada de jovens jogadores alemães no plantel, mas sim no investimento em jogadores provenientes de campeonatos secundários e na chegada de atletas em final de contrato e por empréstimo. No entanto, a Premier League vem inverter esta tendência ao gastar cerca de 614 milhões, numa clara tentativa de recuperar a ascendência do campeonato britânico em relação ao espanhol ou alemão.


La Liga gastou mais de 450 milhões de euros milhões de euros, sendo que Real Madrid (115 milhões), Atlético de Madrid (88,3), Barcelona (132,5) e Valência (19,8) partilham a maior fatia do bolo.


Em Itália, nota-se uma clara diminuição nos gastos, demonstrando que o Calcio tem vindo a entrar em declínio, com um total de 236 milhões de euros, com Roma e Juventus a ocuparem os dois primeiros lugares da lista com 41 e 36 milhões respetivamente.


Embora as transferências entre os vários países europeus sejam inegáveis, os princípios do mercado acabam por ser equivalentes em todos os países: clubes dominados por multimilionários dispostos a gastar fortunas em jogadores para vencer troféus e o inegável aumento entre as principais potências de cada campeonato os restantes clubes, que não têm capacidade para competir economicamente com os mais poderosos. A FIFA tem tentado impedir o aumento desta desigualdade, mas a legislação em vigor não parece ser suficiente, com os clubes a contornar as regras do fair-play financeiro.

Conteúdo publicado por Sportinforma