Escândalo FIFA

31-05-2015 13:57

Governo da Alemanha pede novo início após eleição de Blatter

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol.
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Foto: Lusa

Blatter discursa após vencer as 'eleições'

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha disse hoje que a FIFA precisa de um novo começo após a reeleição do suíço Joseph Blatter, dias depois de um caso de corrupção no organismo que tutela o futebol mundial.

“O futebol, como um todo, sofreu uma derrota amarga em Zurique”, disse Frank-Walter Steinmeier, em declarações ao jornal diário alemão Die Welt.

O governante disse que o “futebol é uma parte da cultura mundial” e que, “em todo o mundo, memórias de grandes momentos são partilhadas por milhões de adeptos”, considerando que “essa devia ser a herança real da FIFA”.

“Tenho sérias dúvidas de que a FIFA seja capaz de superar esta gigante tarefa sem um novo começo. A distância entre as maquinações dos dirigentes e os jogadores, treinadores, pais, árbitros e adeptos (...) não podia ser maior”, afirmou.

Na quarta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol.

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, ganhas pelo suíço Joseph Blatter, que tinha como adversário Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

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