Futebol

04-08-2016 22:18

José Augusto e Mano Silva lançam petição para alargar organização do Mundial 2022

O antigo internacional português é o patrono da iniciativa de Mano Silva.
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Foto: SAPO Desporto

José Augusto

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O antigo presidente do Ericeirense Mano Silva e o ex-futebolista internacional português José Augusto lançaram hoje uma petição para sugerir à FIFA o alargamento da organização do Mundial2022 a outros seis países do Médio Oriente, além do Qatar.
A 'Petição para a União, Partilha e Ajuda' (PUSH 2022) tem como objetivo propor à entidade que regula o futebol mundial a realização de um congresso extraordinário, no qual se discuta a possibilidade de incluir Arábia Saudita, Omã, Bahrein, Irão, Kuwait e Emirados Árabes Unidos na organização do Campeonato do Mundo.
"Todos os países referidos têm experiência na organização de grandes eventos, têm já muitos estádios de excelente qualidade construídos e outras infraestruturas de suporte, além de estabilidade económica, política e social. Com esta iniciativa, não será preciso construir mais estádios e, em vez de dois milhões de pessoas, envolveremos mais de 100 milhões", afirmou o autor da iniciativa, António Mano Silva, em declarações produzidas na página oficial da petição (www.football2022.org).
O antigo presidente do Ericeirense, que em 2009 fez uma greve de fome como forma de protesto pela penhora dos bens pessoais por causa de dívidas do clube, sugere igualmente que seja "criado um fundo financeiro para refugiados".
"Considerando a envolvência e os países organizadores, a nossa sugestão é que seja criado um fundo financeiro para refugiados e deslocados da guerra do Médio Oriente para ajudar os países não participantes do Mundial de 2022, na envolvência geográfica, para a construção de hospitais, escolas e campos de futebol", refere.
A petição tem como alto patrono o antigo futebolista do Benfica e da seleção nacional José Augusto.
O Campeonato do Mundo de 2022 será realizado no Qatar, sendo que o antigo presidente da FIFA Joseph Blatter admitiu, em 2013, que a escolha daquele país como organizador da competição foi influenciada por interesses económicos e pressões políticas.
Conteúdo publicado por Sportinforma