Futebol / China

13-08-2016 15:41

Rúben Micael marca e 'empata' Jaime Pacheco na China

O Shijiazhuang Everbright e o Tianjin Teda empataram a duas bolas.
Rúben Micael
Foto: DR

Rúben Micael atua no Shijiazhuang Everbright.

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O médio Rúben Micael marcou este sábado o golo que permitiu ao Shijiazhuang Everbright empatar 2-2 com o Tianjin Teda, treinado por Jaime Pacheco, num confronto entre os únicos dois portugueses a atuar na Superliga chinesa de futebol.

A partida, a contar para a 22ª jornada da prova máxima do futebol chinês, foi disputada em Shijiazhuang, capital da província de Hebei, que confina com Pequim.

O golo de Rúben Micael - o terceiro, esta época - aos 35 minutos, permitiu ao Everbright igualar o jogo, depois do Teda ter aberto o marcador, aos 22 minutos.

O brasileiro Matheus Nascimento, que jogou cinco épocas no Sporting de Braga, e que chegou à China no mês passado, marcou aos 61 minutos, colocando o Everbright em vantagem, mas o chinês Cao Yang fixou o resultado final em 2-2, nos derradeiros minutos.

Para ambos os portugueses, tratou-se de um jogo "especial".

"É sempre um momento especial para confraternizar e conviver", disse Jaime Pacheco à agência Lusa sobre o reencontro com Rúben Micael, na conferência de imprensa de antevisão do encontro.

"Mas, acima de tudo, depois do jogo e com a vitória do nosso lado", rematou.

Jaime Pacheco, que foi apresentado como novo treinador do Teda há duas semanas, substituindo o bósnio Dragan Okuka, garantiu aos jornalistas chineses conhecer muito bem Rúben Micael.

"Conheço bem, muito bem o Rúben Micael, que jogou no meu clube, no [Futebol Clube do] Porto e foi internacional português", disse.

Em declarações à Lusa, o médio retribuiu as palavras.

"É bom defrontar bons treinadores como o Pacheco. Obviamente que o sabor é especial, porque ele é português", afirmou.

O futebolista de 29 anos, que também já alinhou, entre outros, pelo União Madeira, Nacional, FC Porto e os espanhóis do Atlético de Madrid, foi contratado no ano passado ao Sporting Braga pelo Shijiazhuang Everbright.

"Os primeiros quinze dias não foram fáceis", diz, ressalvando que, com o tempo, se vai “habituando à cultura [chinesa]”.

"As saudades da família, amigos e comida" foram atenuadas por "um tradutor disponível 24 horas" e a "cozinha europeia que o clube faz questão de disponibilizar".

Já para Pa Qie Ke (Pacheco, em chinês), a chegada a Tianjin, cidade portuária a 120 quilómetros de Pequim, trata-se de um regresso à China, onde orientou, entre 2011 e 2012, o Beijing Guoan.

Entretanto, o futebol chinês bateu sucessivos recordes no campo das transferências.

Só esta época, as 16 equipas que disputam a Superliga chinesa investiram mais de 400 milhões de euros na contratação de jogadores estrangeiros.

Os antigos jogadores do FC Porto Hulk, Jackson Martínez e Fredy Guarín, ou Ramires, que já alinhou pelo Benfica, são alguns dos nomes sonantes que rumaram à China, desde janeiro.

Jaime Pacheco garante, no entanto, que em termos classificativos, "nada mudou".

"O campeonato tem evoluído, em alguns aspetos, mas, em termos classificativos, é a mesma história", disse, referindo-se ao domínio do Guangzhou Evergrande, que se sagrou pentacampeão, em 2015, e é orientado pelo técnico brasileiro Luíz Felipe Scolari.

A Superliga chinesa decorre entre março e outubro.

O Shijiazhuang Everbright ocupa atualmente a zona de despromoção, em 15º lugar, enquanto o Tianjin Teda é 13º, com mais quatro pontos.

Conteúdo publicado por Sportinforma