Alemanha

08-09-2016 11:34

Mundial'2006: Helmut Sandrock suspeito de corrupção

FIFA abre processo judicial a alemão Helmut Sandrock relativo ao Mundial2006.
Joachim Loew com o presidente da Federação alemã Wolfgang Niersbach durante a cerimónia de renovação de contrato do selecionador alemão. Lá atrás estão Thomas Schneider, Helmut Sandrock, Oliver Bierhoff e Andreas Koepke.
Foto: EPA/SIMON HOFMANN

Joachim Loew com o presidente da Federação alemã Wolfgang Niersbach durante a cerimónia de renovação de contrato do selecionador alemão. Lá atrás estão Thomas Schneider, Helmut Sandrock, Oliver Bierhoff e Andreas Koepke.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Comissão de Ética da FIFA anunciou hoje a abertura de um processo judicial contra Helmut Sandrock, ex-secretário-geral da Federação de Futebol da Alemanha (DFB), por suspeitas de corrupção na obtenção da organização do Mundial2016.

“No seu relatório final, o Comité de Investigação recomenda uma sanção de trabalho social para ser determinada pela câmara decisória e uma multa de 50.000 francos suíços [cerca de 46.000 euros] por violações das regras gerais de conduta, de lealdade e dever de divulgação, cooperação e comunicação no âmbito do código de ética da FIFA”, refere o organismo.

O processo investigatório a vários dirigentes, incluindo a Helmut Sandrock, de 59 anos, foi aberto a 22 de março e o relatório final apresentado a 01 de setembro.

A FIFA abriu a investigação a “possíveis pagamentos irregulares e contratos para ganhar vantagem” na atribuição do Mundial de 2006 e financiamento associado, em violação de vários artigos do Código de Ética da organização.

Em maio, a FIFA anunciou que iriam ser abertos procedimentos ao presidente do comité organizador do Mundial de 2006, Franz Beckenbauer, aos ex-presidentes da DFB Wolfgang Niersbach e Theo Zwanziger, aos ex-secretários-gerais da DFB Helmut Sandrock e Horst Schmidt, bem como Stefan Hans, antigo responsável financeiro da DFB.

Helmut Sandrock tem agora a oportunidade de contestar a decisão, “enviando a sua posição, incluindo qualquer prova relativa ao relatório final, podendo ainda pedir uma audição”.

A FIFA lembra que, para respeitar a presunção de inocência até a culpa ser provada, não vai revelar mais detalhes sobre o caso.

Conteúdo publicado por Sportinforma