Futebol

01-12-2016 20:12

Camacho ocupa o lugar de Jorge Costa como selecionador do Gabão

O antigo lateral do Real Madrid, de 61 anos, assinou um contrato válido por duas épocas, sucedendo no cargo ao treinador português Jorge Costa.
Jorge Costa afastado do cargo de selecionador do Gabão
Foto: DR

Jorge Costa afastado do cargo de selecionador do Gabão

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O ex-selecionador espanhol e ex-treinador do Benfica, José Antonio Camacho, foi oficialmente nomeado selecionador do Gabão, país que irá organizar a Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, anunciou hoje a presidência do país em comunicado.

“O novo selecionador das 'panteras do Gabão' foi apresentado ao Chefe de Estado. Na conversa, o presidente assegurou a José Antonio Camacho que terá plenos poderes e garantiu-lhe total liberdade no exercício do cargo”, pode ler-se no comunicado divulgado pelo gabinete da presidência gabonesa.

O antigo lateral do Real Madrid, de 61 anos, assinou um contrato válido por duas épocas, sucedendo no cargo ao treinador português Jorge Costa, e dispõe de pouco mais de um mês para preparar a seleção gabonesa para a Taça das Nações Africanas (CAN2017), que se disputa entre 14 de janeiro e 05 de fevereiro.

Recebido pelo presidente gabonês Ali Bongo Ondimba, o espanhol terá a missão de reequilibrar um grupo de jogadores liderados pelo avançado do Borússia Dortmund, Pierre-Emerick Aubameyang.

O Gabão jogará a partida de abertura da CAN contra a Guiné-Bissau em Libreville, a 14 de janeiro, num grupo que incorpora também as seleções do Burkina Faso e dos Camarões.

Camacho deverá ainda assegurar a qualificação do Gabão para o Mundial2018, a disputar na Rússia, num grupo da zona africana em que já somou dois empates contra Marrocos e o Mali e que inclui também a seleção da Costa do Marfim.

“O Chefe de Estado prometeu tudo fazer para que a CAN2017 seja um sucesso, quer no plano desportivo quer organizacional”, acrescentou o gabinete da presidência no comunicado.

O presidente Bongo, adepto do Real Madrid, antigo clube de Camacho, quer aproveitar o evento para recuperar a imagem do país, afetada com a violência pós-eleitoral que marcou a sua reeleição para o cargo em setembro último, contestada pelo seu opositor politico Jean Ping, que denunciou a existência de fraude nas eleições.

Camacho deverá auferir de um salário anual de 800 mil euros, a partilhar com os seus assistentes, segundo refere a imprensa do Gabão, que se mostrou surpreendida pela contratação de um treinador que não exerce desde 2013 e que não fala francês.

Conteúdo publicado por Sportinforma