Football Talks

24-03-2017 13:00

Collina defende tecnologia na arbitragem para decisões de 'dois centímetros'

A discussão em torno da introdução de tecnologia no futebol como auxiliar das arbitragens foi abordado pelo Presidente do Comité de Árbitros da FIFA no último dia do 'Football Talks'.
Former Italian soccer referee Pierluigi Collina
Foto: Lusa

A discussão em torno da introdução de tecnologia no futebol como auxiliar das arbitragens foi abordado pelo Presidente do Comité de Árbitros da FIFA no último dia do 'Football Talks'.

Por Eduardo Santiago e Inês Antunes sapodesporto@sapo.pt

Pierluigi Collina defendeu esta sexta-feira a introdução de tecnologia no futebol como forma de ajudar os árbitros em situações de enorme dificuldade de análise. Para o Presidente do Comité de Árbitros da FIFA, a tecnologia não pode ser encarada como um factor que possa retirar a importância do árbitro nos jogos, e sim um meio de auxílio para reduzir a margem de erro.

"É importante perceber que não se pode jogar futebol sem a bola, campos, jogadores e sem árbitros. No início o futebol era jogado por duas equipas que chegavam a acordo sobre as decisões. Só quando era impossível chegar a um acordo pediam a uma pessoa de fora de campo para tomar a decisão final", começou por dizer Pierluigi Collina para contextualizar a importância do árbitro no terreno de jogo.

"O árbitro é o homem que toma a decisão. Os árbitros prestam um serviço ao futebol, tornam-no mais justo. Este serviço tem de ser adequado ao standard do futebol atual. Hoje em dia, os objetivos da arbitragem são colocar o nível dos árbitros o mais elevado possível e, como consequência, diminuir ao máximo o numero de erros durante o jogo", acrescentou o ex-árbitro italiano.

"Podemos, trabalhar na preparação dos árbitros, melhorando, mas não é possível competir com a tecnologia. Está à nossa volta. Tudo está baseado na tecnologia. O uso da tecnologia pode ser importante. Em 2012, no Euro, houve algumas críticas sobre os árbitros, por causa da bola no Ucrânia-Inglaterra. O golo não foi atribuído, mas a tecnologia provou que era golo, por 2,2 centímetros. Mas uma decisão sobre 2,2 centímetros não é para o ser humano. É para a tecnologia", explicou Pierluigi Collina.

Conteúdo publicado por Sportinforma