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08-05-2017 18:44

Primeiro Ministro de Israel pede veto à FIFA sobre equipa de colonatos

Benjamin Netanyahu quer a anulação da moção que planeia suspender as equipas na Cisjordânia.
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Foto: © 2013 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Benjamin Netanyahu apresentou os seus argumentos à FIFA

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu hoje ao presidente da FIFA que anule a moção que planeia suspender as equipas oriundas de colonatos na Cisjordânia, avançou o jornal israelita Haaretz.

Segundo o periódico, Netanyahu telefonou a Gianni Infantino e pediu-lhe que afaste de votação o pedido de sanções e suspensão a cinco equipas israelitas oriundas de colonatos no território palestiniano da Cisjordânia (Maalé Admim, Ariel, Oranit, Bikat Hayarden e Givat Zveev).

“Se a decisão contra os clubes dos colonatos passa, fará com que o desporto seja uma fonte de divisão, em vez de uma fonte de resolução de conflitos. Poderia arruinar a FIFA”, disse o primeiro ministro israelita, segundo o Haaretz.

Contactado pela agência noticiosa espanhola EFE, o porta-voz do gabinete de Netanyahu não desmentiu a informação, tendo recusado acrescentar detalhes sobre o conteúdo da conversa.

As competições israelitas contradizem atualmente o artigo 72 dos estatutos da FIFA, que estabelecem que as associações membro e respetivos clubes “não podem jogar no território de outra associação membro sem a sua aprovação”.

A ONG internacional Avaaz entregou à FIFA um documento com 150 mil assinaturas solicitando ao organismo de cúpula do futebol mundial que “faça cumprir as suas regras” e a legislação internacional vigente sobre territórios ocupados.

“Israel está a exercer uma pressão diplomática sobre os membros da FIFA. É uma ingerência política”, explicou à EFE o porta-voz da Avaaz, Fadi Quran.

Na terça-feira, o Conselho da FIFA vai reunir-se para debater a moção elaborada por Tokyo Sexwale, chefe do Comité de Observação do organismo para as queixas palestinianas contra Israel.

O documento oferece três soluções: manter a situação atual, o que levaria a “ações legais contra a FIFA”, suspender as cinco equipas, e continuar as negociações.

Conteúdo publicado por Sportinforma