Futebol internacional

11-05-2017 22:09

FIFA acusada de ceder a pressões políticas para proteger equipas de Israel

Organização para a Libertação da Palestina acusa FIFA de ceder a pressões políticas.
FIFA com prejuízo recorde de 347 ME em 2016. Em 2017 será pior
Foto: SAPO Desporto

Organização para a Libertação da Palestina acusa FIFA de ceder a pressões políticas.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) mostrou-se hoje “dececionada” pela decisão da FIFA de adiar a votação do relatório que pede a suspensão das equipas israelitas e acusou o organismo que tutela o futebol de ceder a pressões políticas.

“A FIFA decidiu permitiu que a pressão política supere os seus estatutos”, defendeu a OLP em comunicado, depois de saber que a FIFA apoiou maioritariamente o adiamento para março de 2018 da votação, que estava prevista para hoje.

Por outro lado, as autoridades israelitas assumiram-se “satisfeitas” com a medida e o assessor jurídico da Associação Israelita de futebol, Efraim Barak, argumentou que o organismo que tutela o futebol mundial “não deve imiscuir-se em questões políticas”.

“A política é para os políticos e o futebol para nós”, disse Barak aos jornalistas, em declarações à margem do congresso da FIFA, que está a decorrer no Bahrein e onde se debateu o relatório elaborado por Tokyo Sexwale, chefe da Comissão de observação estabelecida pela entidade para analisar as petições palestinianas contra Israel.

Na segunda-feira, foi noticiado que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu teria telefonado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para que este retirasse a moção dos temas na ordem do dia.

“Infantino abriu um precedente no qual os governos decidem a agenda de um congresso da FIFA e as violações dos estatutos e o mau uso dos mecanismos legais são tão comuns que incentivam aqueles que permitem que o futebol seja utilizado como uma ferramenta para normalizar a opressão”, considerou a OLP.

As competições israelitas contradizem, atualmente, o artigo 72 dos estatutos da FIFA, que estabelece que “as associações membro e os seus clubes não podem jogar no território de outra associação membro sem a sua aprovação”.

O relatório de Sexwale analisa as reivindicações palestinianas e propõe um prazo de seis meses à Associação Israelita de futebol para retirar as seis equipas da liga israelita sediadas em território palestiniano.

Conteúdo publicado por Sportinforma