Futebol Internacional

16-05-2017 13:27

Coentrão junta-se a longa lista de jogadores suspeitos de fraude fiscal

Defesa do Real Madrid é o mais recente nome a ser envolvido num alegado caso de fuga aos impostos.
Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo
Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

Fábio Coentrão e Ronaldo são dois nomes envolvidos em investigações de evasão fiscal

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

Neymar, Messi, Ronaldo, Alexis Sanchéz, Suárez e agora Coentrão. Muitos são os nomes dos jogadores que estiveram ou estão envolvidos em alegados casos de fraude fiscal.

Football Leaks denunciam Cristiano Ronaldo

No final do ano passado, Cristiano Ronaldo foi indicado como suspeito de fuga aos impostos. As alegações foram divulgadas pelo site Football Leaks e reproduzidas pelo jornal espanhol El Confidencial.

Em causa estarão contratos publicitários e de direitos de imagem com a Nike, Linic, Konami, KFC e Toyota do internacional, que terão sido feitos através de uma empresa sediada na Irlanda, fazendo assim com que o jogador pagasse menos impostos.

Desta forma, o jogador teria de pagar apenas 12.5% de impostos sobre montantes recebidos, um dos valores mais baixos da zona Euro. Caso Ronaldo recebesse esses valores por uma empresa de Madrid, teria de pagar 43,5% de impostos.

Na altura, um porta-voz oficial de Cristiano Ronaldo terá referido ao jornal El Confidencial que "o jogador tem cumprido todas as obrigações fiscais em todos os países em que já viveu" e que" todos os negócios que fez foram efetuados de acordo com a legislação em vigor."

Vários jogadores do Barcelona suspeitos de fuga ao Fisco

No Barcelona, foram vários os jogadores que envolveram problemas fiscais Neymar, Mascherano, Adriano, Eto'o, Alexis Sanchéz e Suaréz foram alguns dos nomes que acabaram por admitir que não declaravam os seus direitos de imagem em Espanha, preferindo transferir esses rendimentos para paraísos fiscais como o Panamá.

Em 2014, o Tribunal de Justiça de Barcelona confirmou que Messi e seu pai, Jorge Horacio, continuavam sob investigação de fraudes fiscais, pela suposta não-declaração de, aproximadamente, quatro milhões de euros entre os anos de 2007 e 2009.

Dois meses depois de ter sido indiciado, Messi entregou cinco milhões de euros à autoridade tributária, com o propósito de ressarcir o fisco espanhol do dinheiro que, alegadamente, deveria ter sido entregue e não foi.

Lionel Messi e o pai acabaram por ser condenados a 21 meses de prisão, com pena suspensa e tiveram de pagar 3,7 milhões de euros em multas.

Operação 'Fora de Jogo' investiga dezenas de pessoas em Itália

No início do ano passado, também vários responsáveis de clubes da primeira e segunda divisão italiana foram investigados por suspeitas de fraude fiscal e falsificação de contas.

O inquérito que se abriu, intitulado como operação 'fora de jogo', envolveu 35 clubes da Serie A e da Serie B, com a investigação de uma centena de pessoas, incluindo jogadores, dirigentes e empresários.

Aurelio de Laurentiis e Claudio Lotito, presidentes do Nápoles e da Lazio, e Adriano Galliani, vice-presidente do AC Milan, foram alguns dos nomes que estiveram entre os 58 implicados no escândalo, por factos ocorridos entre 2009 e 2013. Também Ezequiel Lavezzi, jogador do Hebei China Fortune, que esteve no Nápoles entre 2007 e 2012, foi um dos nomes investigados.

Coentrão é o mais recente nome do Real Madrid a ser investigado

As autoridades espanholas estão a investigar vários jogadores que militaram no Real Madrid e que são suspeitos de fuga aos impostos.

O argentino Angel Di Maria e o português Ricardo Carvalho estão a ser investigados por alegada evasão fiscal, quando se encontravam no Real Madrid.
Agora é Fábio Coentrão o mais recente nome envolvido nesta investigação.

O português enfrenta acusações de fraude fiscal, depois de a Procuradoria de Madrid apresentar queixas contra o futebolista, acusado de defraudar o fisco em 1,29 milhões de euros, entre 2012 e 2014.

A Procuradoria acusou também o internacional colombiano Falcao, atualmente no Mónaco, de ter defraudado as ‘finanças’, entre 2012 e 2013 em valores na ordem dos 5,66 milhões de euros, após uma investigação aos dois futebolistas em âmbito fiscal.

Em relação a Coentrão, o ex-jogador do Benfica terá assinado em 2011 um contrato no qual ‘simulava’ a cedência dos seus direitos de imagem à sociedade Rodinn Company, domiciliada no Panamá.

Segundo a investigação, nesse mesmo ano essa empresa cedeu os direitos a uma outra na Irlanda, designada Multisports Image Management Limited, quando pouco depois passou a ter domicilio fiscal em Madrid, com a chegada ao Real Madrid nesse mesmo ano.

A Procuradoria entende que o lateral manteve a estrutura societária com o objetivo de manter ‘fora do radar’ do fisco espanhol os ganhos com os direitos de imagem, cifrados em 1,29 milhões de euros.

Ainda de acordo com as autoridades, Falcao teve a “intenção de obter um benefício fiscal ilícito”, ao omitir na sua declaração quantidades recebidas quando estava ao serviço do Atlético Madrid, mas também na seleção colombiana.

O domicílio fiscal do jogador era Pozuelo, em Madrid, quando o jogador colombiano representava o Atlético Madrid.

Conteúdo publicado por Sportinforma