Voleibol

14-06-2017 15:00

Hugo Silva: "Equipa está a pagar o preço da renovação e da juventude"

O selecionador português de voleibol, Hugo Silva, considerou hoje, no Cairo, que a equipa “atravessa uma fase de falta de confiança” na Liga Mundial.
Hugo Silva, selecionador luso de voleibol
Foto: José Coelho/Lusa

Hugo Silva, selecionador luso de voleibol

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O selecionador português de voleibol, Hugo Silva, considerou hoje, no Cairo, que a equipa “atravessa uma fase de falta de confiança” na Liga Mundial e “está a pagar o preço da renovação e da juventude”.

"Sabíamos que íamos pagar este preço. Consolidar processos para encontrar uma equipa que nos dê garantias para encarar uma competição como a Liga Mundial é algo que vai demorar sempre o seu tempo”, referiu à agência Lusa Hugo Silva.

Portugal disputou até agora seis jogos no Grupo 2 da Liga Mundial, em torneios realizados em Poprad e Ceske Budejovice, e o saldo é uma vitória, perante o Japão (3-2), e cinco derrotas, face frente a Austrália (2-3), Eslováquia (0-3), Holanda (1-3), Egito (2-3) e República Checa (0-3).

No Cairo, de sexta-feira a domingo, decorre o terceiro e último torneio da fase intercontinental do Grupo 2 da Liga Mundial, com a seleção lusa a defrontar Finlândia, Egito e Eslovénia, no pavilhão Cairo Stadium.

“As expetativas para estes jogos, como para todos os outros, são sempre as melhores. Encarar jogo a jogo e procurar ganhar, sabendo, de antemão, que as dificuldades vão estar sempre presentes”, considerou o selecionador português.

A vice-campeã europeia Eslovénia e a Finlândia são duas seleções ‘velhas conhecidas' de Portugal, tendo-se cruzado recentemente em várias decisões, e o Egito, há uma semana, na República Checa, venceu a seleção lusa na ‘negra' (3-2).

"Quer a Finlândia quer a Eslovénia são duas seleções que se atravessam sempre no nosso caminho nas qualificações para o Europeu. Há dois anos, foi com a Eslovénia, perdemos no ‘play-off' e depois foi ao Europeu2015 e sagrou-se vice-campeã", recordou Hugo Silva.

O ano passado, no apuramento para o Europeu2017, depois de uma ‘poule’ muito boa, explica o selecionador, Portugal não conseguiu aguentar os momentos de maior pressão e ficou em segundo, sendo eliminado precisamente pela Finlândia.

"São duas equipas fortíssimas e que conhecemos bem, de escolas fantásticas de voleibol, mas nós, independentemente disso, temos os nossos argumentos e vamos à luta até ao último jogo", justificou Hugo Silva, que abordou ainda a carga de encontros realizados.

Entre jogos de preparação, quer em Portugal quer no estágio em Maribor, na Eslovénia, para o apuramento para o Mundial2018 em Ljubljana, e na Liga Mundial, a seleção portuguesa realizou já 23 partidas em cerca de um mês e 10 dias.

"São quase tantos jogos como no campeonato nacional em Portugal, o que significa que para estes jogadores é excelente. O que podem evoluir e é de uma dimensão incomparável com qualquer outro momento competitivo", sustentou.

Hugo Silva disse ainda que é da informação recolhida ao longo desde período que ficará a saber com que atletas poderá contar no futuro e "aqueles que não deram a resposta pretendida e que poderão não ser opção para futuras convocatórias".

"Mas é uma carga de jogos que é excelente para o crescimento dos atletas, pena é não termos isto todos os anos", acrescentou o selecionador Hugo Silva, que ao final do dia orienta a primeira sessão de treino em solo egípcio.

No terceiro e último torneio da fase intercontinental (grupo H2), Portugal defronta na sexta-feira a Finlândia (pelas 13:00 em Lisboa), no sábado o anfitrião Egito (20:30) e no domingo a vice-campeã e líder do Grupo 2 Eslovénia (13:00).

Portugal ocupa presentemente o 11.º e penúltimo lugar do Grupo 2 da Liga Mundial, com os mesmos quatro pontos do Egito (12.º).

Embora a seleção portuguesa, caso vença os três jogos que faltam pela margem máxima, ainda possa matematicamente atingir a ‘final a quatro’, a disputar em Gold Coast, na Austrália, está mais perto de lutar com o Egito pela fuga à despromoção ao Grupo 3 da Liga Mundial.

Na edição de 2016 do Grupo 2 da Liga Mundial, Portugal, que foi anfitrião da final a quatro, em Matosinhos, sagrou-se vice-campeão, na final disputada com o Canadá, que ascendeu ao Grupo 1.

A ‘final four’ do Grupo 2 é disputada pelos três melhores classificados na fase intercontinental - neste momento destacam-se Eslovénia, Holanda, Eslováquia e Japão - e pelo país organizador, que será a Austrália, de 23 a 25 de junho.

Conteúdo publicado por Sportinforma