Borussia Dortmund

30-05-2017 13:12

Despedimento de Tuchel resulta de "um longo processo" e não de "interesses individuais"

Clube esclareceu saída do técnico, poucos dias depois da conquista da Taça da Alemanha.
Borussia Dortmund vs RB Leipzig

Thomas Tuchel

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O Borussia Dortmund, do português Raphael Guerreiro, demitiu hoje o treinador Thomas Tuchel, alegadamente por incompatibilidade com a direção, em especial com o presidente do conselho de administração, Hans-Joachim Watzke.

Ainda de acordo com o jornal germânico Bild, o treinador Thomas Tuchel, de 43 anos, que chegou ao Borussia Dortmund em 2015, proveniente do Mainz 05, tinha contrato até 2018 e vai receber uma indemnização de 2,9 milhões de euros.

“Esta decisão surge após uma reunião entre o diretor-executivo Hans-Joachim Watzke, o diretor desportivo Michael Zorc, Thomas Tuchel e o seu conselheiro Olaf Meinking, que teve lugar hoje”, refere o Borussia Dortmund, acrescentando que o despedimento do treinador “resulta de um longo processo”.

O clube esclarece ainda que “não se trata de um desentendimento entre duas pessoas [Thomas Tuchel e Hans-Joachim Watzke], considerando que o Borussia Dortmund, bem como a sua história, será sempre superior a interesses individuais”.

Apesar da conquista da Taça da Alemanha, com um triunfo sobre o Eintracht Frankfurt, por 2-1, o primeiro do Borussia Dortmund desde 2012, e da qualificação direta para a Liga dos Campeões, as relações entre Thomas Tuchel e a direção tinham vindo a deteriorar-se há vários meses.

Mesmo antes do incidente ocorrido antes do jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões, em que o autocarro do Borussia Dortmund foi alvo de um atentado com um engenho explosivo, já se falava do mal-estar existente entre o treinador e a direção e da sua eventual saída.

O incidente acentuou ainda mais o clima de crispação entre as partes, dado que Thomas Tuchel insurgiu-se contra a decisão de jogar no dia seguinte, sem que a equipa tivesse tempo de se recompor, que lhe tinha sido comunicada por mensagem de telemóvel e sem que tivesse sido consultado.

O presidente do conselho de administração, Hans-Joachim Watzke tem outra versão dos acontecimentos. Sustenta que a alternativa – colocada à consideração dos jogadores – era a de não jogar e que se mostrou agastado pelas críticas públicas de Tuchel.

Conteúdo publicado por Sportinforma