Liga dos Campeões

18-08-2016 07:17

Análise: Ter boca para ir a Roma não é suficiente, há que ter futebol!

Futebol sem identidade na primeira parte por parte do FC Porto. No segundo tempo, com a Roma reduzida a dez elementos, os Dragões estiveram melhor, mais focados.
Adrián López viu um golo seu anulado
Foto: LUSA/FERNANDO VELUDO

Adrián López viu um golo seu anulado

Por João Agre sapodesporto@sapo.pt

Resumo

O FC Porto e a Roma empataram (1-1), na passada quarta-feira, em jogo da primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Adrián López foi a novidade no onze do FC Porto escalado pelo técnico Nuno Espírito Santo. O avançado juntou-se a André Silva no ataque. Os golos foram ambos apontados por jogadores portistas, sendo que Felipe (21’) marcou na própria baliza e André Silva (61’) converteu com sucesso uma grande penalidade. Com este resultado, os Dragões têm agora uma missão complicada na próxima terça-feira, no Estádio Olímpico de Roma, no jogo da segunda mão desta eliminatória e que ditará quem segue para o desejado sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões.

O lance polémico

No segundo tempo, aos 49’, Adrián López colocou a bola na baliza da Roma e o juiz principal validou o golo. Mas, depois de ter conferenciado com os colegas de arbitragem, estes decidiram anular o golo ao espanhol por fora de jogo.

Momento chave

Já nos minutos finais do primeiro tempo surgiu um contratempo para a Roma, isto porque Vermaelen foi expulso ao ver o segundo cartão amarelo, depois de ter feito falta sobre André Silva à entrada da grande área. A equipa italiana jogou com menos um homem no segundo tempo e isso deu mais espaço ao FC Porto.

Jogadores em destaque

André Silva: É a estrela do momento na constelação deste novo Dragão. O jovem avançado portista está em todos os bons momentos da equipa e revela a confiança que o FC Porto precisa para a nova temporada. André Silva marcou o golo (61’) que deu o empate à equipa portista ao converter com sucesso uma grande penalidade.

Felipe: O reforço brasileiro não teve culpa, mas a história desta primeira mão fica marcada por um auto-golo. E toda a gente sabe o quanto pode custar sofrer um golo em casa numa eliminatória. Na conversão de um pontapé de canto da Roma, Salah atirou a bola contra o corpo de Felipe e esta foi parar ao fundo da baliza de Iker Casillas.

As vozes dos protagonistas

Spalletti: "Fiquei satisfeito com o desempenho da minha equipa tanto na primeira como na segunda parte. Sabia que íamos jogar com muita personalidade, mas esperava fazer um pouco melhor em termos de gestão da posse de bola Perdemos muitas bolas", disse em conferência de imprensa, sublinhando que o FC Porto foi crescendo ao longo da partida.

Nuno Espírito Santo: “Vinte minutos discretos da nossa parte. Depois sim, a equipa que queremos ser, dominadora, intensa, rápida. Fica demonstrado mais uma vez que soubermos superar um resultado adverso. Criámos muito mais. Merecíamos mais. Não nos deixa satisfeitos, mas otimistas para o segundo jogo e acima de tudo orgulhosos".

André Silva: "Acho que vamos ter de ir lá fazer golo, vamos jogar de igual para igual".

A curiosidade

Depois de ter sido chamado para entrar em campo na segunda-parte, Nuno Espírito Santo mudou de ideias e o jogador regressou ao banco. Pouco depois, Rúben Neves foi incapaz de conter as lágrimas.

Conteúdo publicado por Sportinforma