Liverpool

24-03-2017 19:10

Kuyt ia falhando a final da Champions de 2007: "Crouch atropelou-me num kart"

Nessa final perdida para o AC Milan, o golo do Liverpool foi apontado exatamente por Kuyt.
Dirk Kuyt festeja golo pelo Liverpool
Foto: AFP@ANDREW YATES

Dirk Kuyt festeja golo pelo Liverpool

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

Dirk Kuyt continua a brilhar, apesar de já estar numa fase descendente da carreira. O avançado holandês, agora com 36 anos, voltou à Holanda para ajudar o Feyenoord, líder do campeonato.

Antes de voltar à Holanda, Kuyt esteve três anos no Fenerbahçe da Turquia, depois de uma longa passagem pelo Liverpool. Foram nos ´reds` que teve maior sucesso mas também as maiores desilusões na carreira. Uma delas, uma final de uma Liga dos Campeões perdida para o AC Milan, em Istambul. Kuyt marcou o golo do Liverpool mas esteve quase para não participar no jogo.

"Na véspera tive um incidente que quase me retirou do jogo. Quando estávamos na concentração, o plantel quis andar de kart. Eu não alinhei, porque queria curar-me de uma pequena lesão, mas fiquei para ver e escolhi um sítio seguro ao lado do Rafa Benítez. Do nada, o Peter Crouch veio em direção a mais de 50km/h. Não conseguia travar. A única coisa que pude fazer foi saltar no ar, e no final consegui saltar por cima do Peter e ele foi contra uns papelões que estavam atrás de mim. Pensei logo que tinha o meu tornozelo desfeito em pedaços e que falharia o jogo da final. Foi incrível a forma como reagi a tempo de saltar por cima dele. A cara do Crouch estava pálida como um morto, teve uma espécie de bloqueio mental. Felizmente tudo correu bem", contou Kuyt, numa entrevista à revista ´FourFourTwo`.

Nessa final perdida para o AC Milan, o golo do Liverpool foi apontado exatamente por Kuyt. O holandês acredita que, caso tivesse marcado mais cedo, o jogo poderia ser diferente.

"Jogar naquela final da Liga dos Campeões em 2007 [contra o Milan] foi um feito fantástico, mas ter perdido é uma das minhas maiores desilusões. Não controlámos o jogo o suficiente para fazer sofrer o adversário e eles marcaram dois golos no momento certo. Depois marquei o nosso golo já perto do final, mas foi demasiado tarde, senão podíamos ter feito a reviravolta como em Istambul", apontou.

Conteúdo publicado por Sportinforma