Futebol

08-09-2016 20:16

Real e At. Madrid lamentam suspensão de contratações até janeiro de 2018

Os dois colossos madrilenos consideram a decisão "injusta".
Real e Atlético na final da Champions
Foto: AFP

Os finalistas da Champions foram punidos pela FIFA

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Real Madrid e Atlético de Madrid mantêm-se impedidos de ‘comprar’ futebolistas até janeiro de 2018, anunciou hoje a FIFA, que rejeitou os recursos dos clubes espanhóis, que entretanto recorreram da decisão para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAS). A ‘nega’ do Comité de Apelo da FIFA implica que os clubes não podem fazer transferências nos próximos dois períodos reservados parra o efeito, conforme a penalização da Comissão Disciplinar da FIFA, de 14 de janeiro, por terem infringido os regulamentos sobre transferências relacionadas com menores de idade.

Atlético e Real Madrid não podem comprar passes de jogadores até à data referida devido a irregularidades na contratação de jogadores menores de 18 anos, ficando confirmada a “integridade das sanções impostas pela Comissão Disciplinar da FIFA”, segundo comunicado do organismo.

“Como consequência da infração dos artigos 5, 9, 19 e 19b (…) do regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores, a ambos os clubes se proíbe a inscrição de futebolistas nacionais ou estrangeiros durante dois períodos de contratação”, refere a nota, que esclarece ser apenas no caso do futebol profissional e que não os impede de “libertar jogadores”.

O Atlético de Madrid foi multado em cerca de 822 mil euros e o Real Madrid em 360 mil, tendo ainda sido determinado que os dois clubes têm 90 dias para regularizar a situação dos menores afetados, detetados no período compreendido entre 2005 e 2014.

O Real Madrid emitiu um comunicado em que “lamenta a resolução, profundamente injusta e que contraria os mais elementares princípios do direito de sancionar”, assim como confirma o recurso ao TAS.

Também o Atlético manifestou oficialmente o seu desacordo com a decisão e avança para o TAS, com o apoio de “uma equipa de especialistas internacionais para defender o caso e proteger os direitos do clube”.

Conteúdo publicado por Sportinforma