Futebol internacional

13-06-2017 17:53

Advogado de Cristiano Ronaldo garante que jogador não fugiu aos impostos

O Ministério Público de Madrid acusa Cristiano Ronaldo de ter, de forma "consciente", criado uma sociedade para defraudar o fisco espanhol em 14,7 milhões de euros.
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O Ministério Público de Madrid acusa Cristiano Ronaldo de ter, de forma "consciente", criado uma sociedade para defraudar o fisco espanhol em 14,7 milhões de euros.

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O advogado de Cristiano Ronaldo, António Lobo Xavier, garantiu esta terça-feira que o internacional português não fugiu aos impostos e que o jogador 'não tem culpa do que lhe está acontecer'.

Em declarações à SIC Notícias, António Lobo Xavier explicou as razões que o levam a defender a inocência de Cristiano Ronaldo e lembrou que o jogador confiou em quem o aconselhou neste tipo de matérias mais técnicas.

"Foi uma total surpresa para Ronaldo e ele sente-se injustiçado. Nenhum contribuinte, mesmo profissional ou conhecedor de matérias fiscais, está em condições de assumir a reesponsabilidade por aspetos tão delicados como estes relacionados com direito de imagem. (...) Se estivesse no lugar dos advogados que aconselharam Ronaldo, assumiria a responsabilidade. Não estamos a falar de esconder salários ou ocultar valores", começou por dizer António Lobo Xavier.

Segundo a agência noticiosa EFE, os técnicos do ministério das finanças (Gestha) advertiram em comunicado que o internacional português “poderia ser preso devido a quatro delitos ficais” e realçaram que “as finanças apresentaram a denúncia antes de 30 de junho” para evitar que prescreva o delito fiscal quanto ao imposto fiscal sobre não residentes (IRNR) de 2011.

O Ministério Público de Madrid acusa Cristiano Ronaldo de ter, de forma "consciente", criado uma sociedade para defraudar o fisco espanhol em 14,7 milhões de euros. O futebolista português é acusado de quatro delitos contra os cofres do Estado, cometidos entre 2011 e 2014, que contabilizam uma fraude tributária de 14.768.897 euros.

"Há um diferendo técnico sobre o momento em que devia ter sido feita a declaração e o critério escolhido por Ronaldo deu mais dinheiro ao fisco; e depois há um diferendo sobre imputação dos direitos de imagem correspondentes a Espanha e ao resto do mundo. é uma fase muito preliminar e o fisco não concorda com esta repartição", frisou António Lobo Xavier.

"Ronaldo vendeu os seus direitos de imagem a uma sociedade e usava-os por todo o mundo. Quando se tratou de fazer a declaração, viu-se o que era obtido em Espanha e o que era obtido no resto do Mundo. As marcas a que está ligado dizem que os valores de Espanha andariam por 6, 7 por cento. Não havendo precedentes na lei, os consultores de Ronaldo resolveram ser prudentes e imputar 20 por cento a Espanha e 80 ao resto do Mundo. Não esconderam nada", acrescentou o advogado.

"Ronaldo declarou os seus rendimentos relativos a direitos de imagem em 2014, achando que era em 2014 que os devia declarar. O que existe nesta denúncia é uma diferença de critério. Parece que o fisco espanhol acha que ele não deveria ter declarado aquilo em 2014 mas sim em 2012, 2013. Mas se ele tivesse feito o que a autoridade espanhola diz, teria pago menos do pagou em 2014", sentenciou António Lobo Xavier.

Conteúdo publicado por Sportinforma