Bernard Tapie

18-05-2017 15:17

Tribunal condena ex-presidente de Marselha a pagar indemnização milionária

Recurso apresentado pelo antigo líder do clube francês foi recusado e o empresário vai ter de pagar soma milionária devido à venda da marca desportiva ao banco Crédit Lyonnais.
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Foto: GASPAR CASTRO / SAPO Desporto

Bernard Tapie foi obrigado a pagar indemnização milionária

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O empresário francês Bernard Tapie foi hoje condenado por um tribunal francês a reembolsar o Estado em 404 milhões de euros, verba que recebeu como indemnização pela venda da marca desportiva Adidas ao banco Crédit Lyonnais.

Na última instância, o recurso do antigo presidente do Marselha foi recusado, num caso que remonta aos anos 90, quando a Justiça francesa expropriou a marca desportiva a Tapie em 1993, atribuindo-a posteriormente ao banco público, que a vendeu por um preço muito superior.

Tapie exigiu então uma indemnização por considerar ter havido prejuízo económico e moral, e uma arbitragem privada decretada por Christine Lagarde, então ministra das Finanças e hoje diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) atribuiu 404 milhões ao empresário e antigo governante.

Em dezembro de 2016, Lagarde foi condenada por um tribunal francês por negligência na gestão da arbitragem, mas o prestígio internacional fez os juízes dispensar a pena.

A arbitragem foi considerada “fraudulenta” pelos tribunais em junho de 2016, mas Tapie, em declarações à agência noticiosa AFP, garante que “a vida continua e a luta também”, uma vez que “a justiça só é eficiente quando é severa e justa com todos, mesmo quando o Estado é uma das partes”.

O empresário de 74 anos reclamou em 2015 uma indemnização de mil milhões de euros pelo caso, alegando que só tinha recebido 285 milhões do acordo de arbitragem, pelo que não poderia devolver os 404 milhões.

Tapie, bem como as empresas de que é proprietário, encontra-se em liquidação, com as companhias em administração e cerca de 90 milhões de euros em propriedades apreendidas pelos juízes que investigaram o caso, segundo fonte próxima do caso.

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