Futebol internacional

10-04-2017 21:32

Ranieri recusa acreditar que os seus jogadores o 'tramaram'

Técnico de 65 anos falou sobre a sua saída do emblema inglês depois de ter levado o clube ao inédito título de campeão.
Leicester City's Italian manager Claudio Ranieri (C) holds the Premier league trophy as Leicester City's English striker Jamie Vardy raises his arms (R) to fans as the Leicester City team take part in an open-top bus parade through Leicester to celebrate winning the Premier League title on May 16, 2016. / AFP PHOTO / PAUL ELLIS
Foto: AFP or licensors

Técnico de 65 anos falou sobre a sua saída do emblema inglês depois de ter levado o clube ao inédito título de campeão.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O treinador italiano Claudio Ranieri recusou hoje, em entrevista à Sky Sports, culpar os seus jogadores pelo seu despedimento do Leicester, o improvável campeão inglês de futebol.

“Recuso-me a acreditar que os meus jogadores me ‘mataram’. Não, não, não”, disse o técnico na primeira entrevista desde que foi despedido do Leicester, em finais de fevereiro.

Claudio Ranieri assumiu, no entanto, que poderá ter havido alguém no clube a trai-lo, mas recusou apontar nomes, uma vez que é “um homem leal”.

“Também tive um pequeno problema na temporada passada e ganhámos o título. Talvez este ano, quando começámos a perder, talvez essas pessoas tenham pressionado um pouco mais”, revelou na entrevista à cadeia britânica.

O treinador italiano, de 65 anos, foi despedido nove meses depois de levar o Leicester a um título inédito na ‘Premier League’. Quando Ranieri foi dispensado do cargo, o campeão inglês estava a um ponto da zona de descida.

O técnico contou que para os seus jogadores foi complicado encontrar motivação esta temporada, já que conquistaram notoriedade e começaram a ganhar “duas ou três vezes” mais.

Desde que o italiano abandonou o banco, o Leicester ganhou seis jogos consecutivos, sob a batuta do treinador Craig Shakespeare, até perder por 4-2 com o Everton. Nessa série, o clube apurou-se para os quartos de final da Liga dos Campeões, ao eliminar o Sevilha com um triunfo por 2-0, no jogo da segunda mão dos ‘oitavos’.

“Perguntei-me: por que fui despedido? Porque o jogo com o Sevilha foi o ponto de viragem. Vi toda a gente unir-se outra vez e lutar”, analisou, referindo-se à derrota por 2-1 na primeira mão da ‘Champions’.

Conteúdo publicado por Sportinforma