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Madeira

02 de julho de 2012 12:53h

Assembleia pede ao Governo central que financie deslocações dos atletas da Região

Por SAPO Desporto c/Lusa

A exigência do Parlamento madeirense, constante de uma resolução aprovada no plenário de 30 de maio, foi hoje publicada no Diário da República.

Assembleia pede ao Governo central que financie deslocações dos atletas da Região

A Assembleia Legislativa da Madeira pediu ao Governo da República que observe os princípios da continuidade territorial e financie as deslocações dos atletas que participem em provas nacionais, colocando um ponto final da discriminação até agora verificada.

A exigência do Parlamento madeirense, constante de uma resolução aprovada no plenário de 30 de maio, foi hoje publicada no Diário da República, intitulada «pelo fim da discriminação dos atletas e das equipas madeirenses que participam nos campeonatos nacionais».

Neste diploma pode ler-se que «a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira solicita ao Governo da República que os princípios orientadores sobre as condições do financiamento público a conceder para comparticipar os encargos com a deslocação, por via aérea, sejam extensíveis às equipas desportivas de clubes da Madeira de diversas modalidades que disputem os campeonatos nacionais e a Taça de Portugal».

O documento acrescenta que «o financiamento público a conceder às federações desportivas nacionais para comparticipar os encargos com a deslocação seja extensível entre o território continental e as Regiões Autónomas, entre as Regiões Autónomas e o território continental e entre as Regiões Autónomas».

O texto da resolução refere que «a prática tem demonstrado que continuam a ser as Regiões Autónomas a suportar a sua própria insularidade, na medida em que a imputação dos custos dos transportes aéreos, de e para as Regiões Autónomas, das equipas e dos atletas, que disputam campeonatos nacionais, tem sido feita à custa do orçamento regional».

Os deputados da Madeira dizem ainda que estão «na presença de um comportamento do Estado gerador de maiores conflitos sócio -desportivos, tendo por base o princípio que não devem ser as populações das Regiões Autónomas, na sua participação desportiva, a suportar a sua própria insularidade».

Sustentam que esta é uma «discriminação inaceitável», pois «o continuar desta política discriminatória do Estado, disponibilizando as verbas necessárias para as deslocações, por via aérea, entre o território continental e as Regiões Autónomas, apenas e só das equipas desportivas de clubes do continente que disputem quadros competitivos nacionais, tem causado, no imediato, o afastamento e a desistência das equipas desportivas de clubes das Regiões Autónomas porque mantém obstáculos intransponíveis para o livre acesso dos madeirenses ao desporto».

O diploma sublinha também que esta intenção da Madeira teve a concordância do PSD e CDS, mas foi rejeitada na legislatura anterior de maioria socialista, salientando que como o Governo mudou «estão reunidas todas as condições para corrigir esta manifesta iniquidade e aprovar a presente resolução».

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