Liga

16-10-2013 22:47

Centralização de direitos televisivos e das apostas dariam receitas de 50 milhões

Mário Figueiredo alertou para a necessidade da regularização das apostas online e para a centralização dos direitos televisivos.
Centralização de direitos televisivos e das apostas dariam receitas de 50 milhões

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional afirmou hoje que a centralização dos direitos televisivos e regularização das apostas desportivas online podem dar, em conjunto, mais de 50 milhões de euros aos clubes nacionais.

Em tempos de “crise”, Mário Figueiredo lembrou que, no caso dos direitos televisivos, estão a «fugir todos os anos 30 milhões de euros aos clubes», numa altura em que os emblemas nacionais têm cada vez mais dificuldades no seu financiamento.

«Entre 2006 e 2011, a operadora que detém os direitos de transmissão televisiva arrecadou 150 milhões. É preciso dar a entender a importância que têm as receitas televisivas para os clubes e, neste momento, estão a fugir ao futebol mais de 30 milhões que fazem falta», afirmou o dirigente máximo da Liga.

Mário Figueiredo, que falava aos jornalistas à margem das Jornadas comemorativas dos 10 anos da Desporto&Direito - Revista Jurídica do Desporto, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, defendeu mais uma vez a regularização do mercado de apostas online e deu o exemplo dos principais clubes europeus.

«Catorze dos principais 20 clubes da Europa têm nas suas camisolas casas de apostas desportivas. Pelas nossas contas, o volume global das apostas seria de 25 milhões de euros em Portugal», explicou.

Para o presidente da Liga, a regularização desse setor traria igualmente benefícios para o país.

«Com legalização das apostas online, em impostos o Estado poderia arrecadar já no próximo ano cerca de 100 milhões de euros», frisou.

Mário Figueiredo lembrou ainda que Portugal é único país com um resultado positivo na compra e venda de jogadores, com um saldo de 400 milhões de euros entre 2000 e 2011.

«É preciso despertar a consciência dos nossos governantes para o facto de proteger a indústria do futebol. Os clubes precisam de recursos para continuarem a lutar neste mercado globalizado e neste momento estão arredados da mesma receita que os outros clubes estrangeiros têm», lamentou.

Conteúdo publicado por Sportinforma com Lusa