Futebol

03-08-2016 16:51

Sindicato disponível para negociar com a Académica

O organismo liderado por Joaquim Evangelista pronunciou-se sobre o despedimento coletivo dos 'estudantes'.
Sindicato de futebolistas cria programa de educa
Foto: Agencia Lusa

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) e os atletas da Académica renovaram hoje a “disponibilidade para alcançar uma solução extrajudicial” com a Académica, mas pedem transparência no procedimento que visa o despedimento coletivo.
“Apesar da disponibilidade manifestada pelos trabalhadores visados para encontrar uma solução negociada, solicitando-se para o efeito diversa informação relevante, continuam a ser negadas informações que o SJPF considera relevantes e indispensáveis para uma verdadeira negociação”, diz o organismo, em comunicado.
A ‘Briosa’, que desceu este ano à II Liga, pretende diminuir a massa salarial do plantel profissional e recorreu ao despedimento coletivo para extinguir alguns “postos de trabalho”.
A Direção liderada por Paulo Almeida justifica a necessidade de “profunda reestruturação interna” com o facto dos direitos televisivos irem diminuir de dois milhões de euros para os 500.000, na II Liga.
As partes reuniram terça-feira, mas o SJPF entende que continua “patente a intenção da Associação Académica de Coimbra (AAC) em utilizar a situação económico-financeira da sociedade como argumento para promover um despedimento coletivo, ignorando as medidas tomadas desde que se tornou incontornável a descida de divisão do clube”.
O sindicato refere-se às “contratações entretanto realizadas e os custos que reforçaram a despesa, tornando ‘excedentários’ os jogadores abrangidos pelo procedimento”.
“O SJPF mantém a posição já tomada quanto à ilicitude deste processo, reiterando que uma negociação leal só será possível com a disponibilização de toda a documentação requerida”, reforça o organismo, apelando à transparência do clube.
A proposta apresentada pela Académica, traduzida no pagamento da compensação prevista para o despedimento coletivo, é, segundo o sindicato, “o requisito mínimo que resulta da lei e não uma demonstração de que a Académica pretende alcançar uma solução negocial”.
Conteúdo publicado por Sportinforma