Os responsáveis do Benfica estiveram reunidos com o Conselho de Arbitragem de Federação portuguesa de futebol, onde foram abordados vários pontos sobre o tema da arbitragem em Portugal. Os ´encarnados` que se fizeram representar pelo presidente do clube, Luís Filipe Vieira, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD, destacaram, em comunicado, os principais pontos discutidos na reunião.

O Benfica acredita que há um "o ambiente de coação e condicionamento" dos árbitros como foi o caso da "invasão do Centro de Treinos do Pólo Profissional dos Árbitros, na cidade da Maia, por parte de elementos afetos à claque do FC Porto".

Os tricampeões nacionais entendem que "todo o ambiente criado contribuiu de forma determinante para uma acumulação de erros graves, com influência no normal desenrolar das partidas, ora em prejuízo do Sport Lisboa e Benfica, ora em beneficio de quem fomentou e não repudiou este indesmentível ambiente de coação e condicionamento;

Leia o comunicado do Benfica


1 – O Sport Lisboa e Benfica teve oportunidade de denunciar o ambiente de coação e condicionamento que tem sido gerado sobre a arbitragem por parte de outros clubes e que se agravou a partir do momento em que se assistiu à invasão do Centro de Treinos do Polo Profissional dos Árbitros na cidade da Maia por parte de elementos afectos à claque do FCP;

2 – Questionou ainda o Conselho de Arbitragem sobre as medidas que este adoptou face às ameaças expressas à integridade física de árbitros e seus familiares e declarações públicas de principais responsáveis desses clubes, que punham em causa diretamente a honorabilidade e segurança dos responsáveis do sector e equipas de arbitragem, considerando que é fundamental garantir que as entidades públicas competentes tenham conhecimento exaustivo sobre os factos atrás expressos;

3 – Lamentou por outro lado que a ausência de sanções no âmbito disciplinar verdadeiramente punitivas daquelas situações criem um clima de impunidade que acentua a necessidade de serem tomadas medidas urgentes em nome da credibilidade das competições e devida proteção das equipas de arbitragem;

4 – Reiterou a confiança na qualidade generalizada dos árbitros, não escondendo contudo que todo o ambiente criado contribuiu de forma determinante para uma acumulação de erros graves, com influência no normal desenrolar das partidas, ora em prejuízo do Sport Lisboa e Benfica, ora em beneficio de quem fomentou e não repudiou este indesmentível ambiente de coação e condicionamento;

5 – Por fim, o Sport Lisboa e Benfica reafirma que manterá uma atitude construtiva e de cooperação institucional, em defesa das competições e do prestígio do Futebol Português, acreditando hoje que o Conselho de Arbitragem tem igual desígnio.

Lisboa, 27 de Fevereiro de 2017