Football Talks

23-03-2017 18:35

Mundial 2018 poderá ter 'reforço' de última hora: o vídeo-árbitro

Decisão sobre a utilização desta tecnologia será conhecida em março de 2018.
Vídeo-árbitro
Foto: TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Vídeo-árbitro no Mundial será submetido a votação em março de 2018

Por Eduardo Santiago e Inês Antunes sapodesporto@sapo.pt

Muito se fala na adoção do vídeo-árbitro para o futebol e a verdade é que a implementação desta tecnologia a já esteve mais longe de acontecer. Assim garante David Elleray, antigo árbitro internacional e diretor técnico do International Football Association Board, órgão que regulamenta as leis do futebol. O inglês explicou que a FIFA quer testar o vídeo-árbitro já no próximo Campeonato do Mundo, a realizar-se em 2018, na Rússia.

"Vai ser utilizado na Taça das Confederações. O presidente Infantino quer usar no Mundial de 2018 se a experiência for positiva. A decisão será tomada em março de 2018", disse David Elleray no Football Talks, referindo-se à data em que decorrerá o Congresso da FIFA, no qual a utilização do vídeo-árbitro será submetida a votação.

O mecanismo será utilizado apenas em situações de golo, grandes penalidades e cartões vermelhos diretos. Além da equipa de arbitragem, haverá uma outra equipa composta por um operador de repetições e um antigo ou atual árbitro responsável por avaliar os lances e dar o seu 'feedback' ao árbitro principal.

"O objetivo passa por eliminar os erros dos árbitros e ajudar o futebol", afirmou o dirigente, destacando que "vai acabar com as simulações e com as condutas violentas dos jogadores".

Existe, no entanto. uma situação em que esta tecnologia não poderá ser aplicado: "Se um golo resulta de um canto mal assinalado, o vídeo-árbitro nada pode fazer e temos de aceitar, pois as leis dizem que a partir do momento em que o árbitro dá ordem para o recomeço do jogo já não pode voltar atrás."

David Elleray assegura ainda que a introdução do vídeo-árbitro não prolongará a duração da partida nem quebrará o ritmo da mesma. "Não queremos ter 10 intervenções por jogo. Nos testes que estamos a fazer nos Estados Unidos, apenas utilizámos o sistema três vezes em 10 jogos. Em 40 segundos é possível resolver um caso de arbitragem", garantiu. "Não queremos uma sitaução em que os árbitros digam 'Não sei se é penálti ou não, quero ver repetição'", finalizou.

Conteúdo publicado por Sportinforma