Primeira Liga

29-03-2017 09:56

Diretor de comunicação do FC Porto critica comunicado da FPF

Francisco J. Marques refere que Benfica tentou instrumentalizar trabalho da Federação Portuguesa de Futebol.
Federação Portuguesa de Futebol
Foto: Lusa

Federação Portuguesa de Futebol lançou comunicado demarcando-se da claque da seleção

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

"Uma mão cheia de nada". É desta forma que o diretor de comunicação do FC Porto se expressa relativamente ao comunicado da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que se demarca de grupos de adeptos organizados, após a polémica com claque da seleção no jogo Portugal-Hungria, que ocorreu no Estádio da Luz.

Segundo avança o jornal O Jogo, Francisco J. Marques refere que o Benfica instrumentalizou a seleção, ao deixar no ar o rumor de que o Estádio da Luz poderia estar fechado para futuros compromissos da equipa das 'quinas'.

"O comunicado da FPF tem um gravíssimo problema: não chama os bois pelos nomes. É uma mão-cheia de nada. Quem tentou instrumentalizar [a seleção] foi o Benfica. Mas alguém tem dúvidas disso? 'Luz pode deixar de receber a Seleção'... Isto é o polícia mau, depois vem o bom, o diretor de comunicação do Benfica [Luís Bernardo]. Mas pelo meio existiram senhores a plantar notícias e até alguém da Federação que também planta a sua noticiazinha: 'A FPF não queria claque no recinto, mas seguiu indicação da PSP'. É alguém da Federação Portuguesa de Futebol, que também plantou a sua noticiazinha dentro da mesma instrumentalização. E agora a Federação vem condenar a instrumentalização? Mas ela tem um responsável. Digam quem é, não tenham medo", afirmou peremptoriamente o diretor de comunicação e informação do FC Porto, no programa Universo Porto, transmitido no Porto Canal.

O responsável da área da comunicação dos 'dragões' aponta também a incoerência da Federação, ao não reconhecer a claque da seleção.

"A Federação diz que esta claque da Seleção não existe. Mas, então, não foi na revista da Federação que o Fernando Madureira foi capa? Acho que foi durante o Campeonato Europeu. Agora o Benfica queixou-se, já não existe", expressou.

As críticas apresentadas ao Benfica estendem-se também a Pedro Guerra, o diretor de conteúdos da BTV e comentador dos 'encarnados'.

"É pena que o Pedro Guerra tenha perdido o tempo a fazer graçolas que me são destinadas e não tenha procurado explicar o que se passa. Conseguimos confirmar que elementos da claque do Benfica alugam carrinhas e que tudo é tratado por um senhor Nuno Gago, pago em dinheiro, conforme o acordo com o Benfica prevê. Isto não tem nada de descontos. Trata-se do apoio do Benfica a uma claque que não está legalizada. O Benfica gosta de se gabar que não apoia claques, mas apoia. Um repórter falou nas instalações da claque do Benfica no Estádio da Luz? Como é isso possível se não existe claque? Estes pagamentos a dinheiro são estranhos. Há autocarros de adeptos do FC Porto que são apedrejados por estes adeptos. Existem sanções para quem dá apoio. Mas, na justiça portuguesa há uma coisa que está acima. Ao Benfica nada acontece", referiu.

Recorde-se de que a Federação Portuguesa de Futebol lançou um comunicado com quatro pontos, onde se demarca de qualquer grupo de adeptos organizados e condena qualquer tipo de instrumentalização do organismo, que pertence a todos os clubes portugueses.

Conteúdo publicado por Sportinforma