Futebol

03-04-2017 19:59

Associação de Futebol do Porto repudia atos de violência e promete medidas

O organismo "lamenta e repudia, de forma veemente, a agressão de que o árbitro José Rodrigues foi vítima" no encontro entre o Rio Tinto e o Canelas 2010.
CF Canelas 2010
Foto: CF CANELAS 2010

CF Canelas 2010

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Associação de Futebol do Porto (AFP) condenou hoje, em comunicado, qualquer ato de violência como o que aconteceu no passado domingo no jogo Rio Tinto-Canelas, que levou o árbitro da partida ao hospital.

A AFP revelou que "envidará todos os esforços ao seu alcance para que os atos de violência sejam erradicados do futebol português e que o 'fair-play' não seja expressão vã".

Nesse mesmo comunicado, o organismo "lamenta e repudia, de forma veemente, a agressão de que o árbitro José Rodrigues foi vítima" no encontro entre o Rio Tinto e o Canelas 2010, que se realizou no passado domingo.

José Rodrigues foi agredido com uma joelhada na cara por Marco Gonçalves, jogador do Canelas 2010, uma situação que aconteceu depois de o árbitro ter mostrado o cartão vermelho devido a uma outra agressão a um adversário.

A polícia entrou em campo para serenar os ânimos e acompanhou o jogador para fora das quatro linhas.

Depois disso, o árbitro foi transportado para o hospital e o jogo foi cancelado.

Face aos acontecimentos, o presidente do Canelas, Bruno Canastro, já disse que o jogador em questão não voltará a jogar pelo clube gaiense.

A Associação de Futebol do Porto esclareceu, no entanto, que, "durante a semana que antecedeu o jogo", desenvolveu "todas as diligências pertinentes e necessárias, designadamente contactando as forças policiais, nomeando árbitros do quadro nacional e delegados específicos para que o encontro se desenrolasse sem incidentes", o que "infelizmente não aconteceu".

Entretanto, Marco Gonçalves, o jogador responsável pela agressão foi ouvido hoje no Tribunal de Gondomar, tendo sido constituído arguido com termo de identidade e residência, aguardando assim o julgamento em liberdade, conforme esclareceu o advogado de Marco Gonçalves, Nélson Sousa.

No comunicado, assinado pelo presidente da direcção da AFP, Lourenço Pinto, o organismo esclarece ainda que contactou, "logo após a verificação dos factos", o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o Conselho de Arbitragem da FPF e a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), "disponibilizando-se para prestar todos os esclarecimentos e desenvolvimentos que acerca deste caso venham a recair".

A AFP destacou ainda o trabalho das forças de segurança policial, que "foram inexcedíveis no apoio prestado a todos os intervenientes e enaltece a dedicação, esforço e serenidade com que a equipa de arbitragem enfrentou tão grave adversidade, honrando o bom nome da classe que integra".

Conteúdo publicado por Sportinforma