Belenenses

06-05-2017 14:29

Domingos Paciência relata "conversa pacífica" com adeptos

Cerca de meia centena de adeptos interrompeu o treino do conjunto de Belém, pedindo explicações pelo mau momento da equipa no campeonato, traduzido em sete derrotas consecutivas.
Domingos Paciência
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Domingos Paciência

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O treinador do Belenenses afirmou hoje que o plantel de futebol teve uma "conversa pacífica" com os adeptos que interromperam o treino e assegurou que os ‘azuis' querem inverter a série negativa de resultados.

Cerca de meia centena de adeptos interrompeu hoje o treino do conjunto de Belém, pedindo explicações pelo mau momento da equipa no campeonato, traduzido em sete derrotas consecutivas.

"Foi uma conversa pacífica entre adeptos e jogadores. Os adeptos pediram para falar com os jogadores. É uma situação que já aconteceu várias vezes noutros clubes. É normal. Os adeptos quererem falar com os jogadores, porque as coisas não têm corrido bem. Foi tudo normal, dentro da educação", começou por dizer Domingos Paciência, numa conferência de imprensa dominada por este assunto.

O técnico, que falava na antevisão do encontro matinal com Sporting, da 31.ª jornada da I Liga portuguesa, marcado para domingo, no Estádio de Alvalade, revelou alguns pedidos feitos pelos sócios e adeptos e assegurou que os jogadores "querem mudar o rumo".

"Falou-se e retive algumas coisas importantes. Um dos adeptos disse que queria que os jogadores lutassem mais, porque neste estádio já se derramou suor e lágrimas do Matateu e do Vicente. É normal que haja essa leitura dos adeptos, mas devem entender que os jogadores querem mudar este rumo", salientou.

Domingos Paciência, que assumiu o comando técnico do Belenenses há pouco mais de duas semanas, foi ainda confrontado com as divergências entre SAD e clube, referindo que o plantel precisa de "estabilidade" para "atacar e ganhar o jogo" com o Sporting, lembrando que os ‘azuis' não vencem em Alvalade desde 1955.

Por outro lado, o treinador confessou que o "grupo não é alheio" à situação vivida por Abel Camará, que tem sido um dos mais visados pelos adeptos, algo que se intensificou na semana passada, com o desaire caseiro com o Paços de Ferreira (2-1), após o qual vários adeptos se insurgiram contra a SAD e os jogadores.

"Tenho falado com ele no sentido de encontrar uma forma mais estável para ele e para o grupo. O grupo não é alheio ao que o Camará está a viver. Alguma solução será tomada, mas, qualquer que seja, da minha parte, será sempre em defesa do grupo. Esse caminho vai ser tomado em prol do grupo. Sou treinador há muitos anos, fui jogador e as minhas decisões tomo-as eu. Não é por pressão que tomo decisões, é sempre em prol do grupo", vincou.

O Belenenses, 13.º classificado com 32 pontos, defronta o Sporting, terceiro com 67, no domingo, a partir das 11:45, no Estádio de Alvalade, em Lisboa, num encontro que será dirigido pelo árbitro Bruno Paixão, de Setúbal.

Conteúdo publicado por Sportinforma