Primeira Liga

30-05-2017 17:35

Entre a raça de Conceição e a perfecionismo de Pedro Martins. Os percursos dos ‘alvos’ do FC Porto

Treinadores de Nantes e Vitória estão a ser associados aos ‘dragões’, mas ainda não há fumo branco.
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Sérgio Conceição é o nome mais falado para o Dragão

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O FC Porto continua sem treinador para a próxima temporada e Pinto da Costa está no terreno à procura do próximo técnico que vai orientar os ‘dragões’ naquele que se espera que seja o ano de regresso aos títulos. Após quatro anos sem qualquer conquista a situação nos ‘azuis e brancos’ está crítica e é preciso um treinador que seja capaz de apresentar resultados.

Depois de Marco Silva ser uma carta fora do baralho, as atenções do FC Porto viram-se para dois técnicos que, de acordo com a imprensa nacional, são as opções preferenciais do Presidente dos ‘dragões’. Pedro Martins e Sérgio Conceição são nomes apontados ao banco de suplentes do reduto dos ‘azuis e brancos’ e são dois técnicos com caminhos bastante diferentes ao longo da carreira.

Pedro Martins é atualmente treinador do Vitória de Guimarães e conquistou o povo vimaranenses. O técnico português está no clube minhoto desde o início da temporada. Na época de estreia conseguiu grandes resultados com os ‘vimaranenses’ que colocou no quarto lugar da Primeira Liga e na final da Taça de Portugal.

Apesar de ter perdido a prova rainha para o Benfica, Pedro Martins conseguiu impor um futebol de qualidade à equipa do Vitória e conquistou os adeptos que vêm no treinador a personificação do espírito minhoto. Como bónus acrescentado, terminou o campeonato no quarto lugar à frente dos rivais do Minho: SC Braga.

A carreira de Pedro Martins começou nos escalões inferiores em 2007/2008. O antigo médio esteve duas temporadas no Lusitânia Lourenosa na Série B da II Divisão. As duas épocas não foram das mais felizes do técnico, mas mesmo assim a despromoção foi evitada no campeonato de manutenção B2.

O desafio seguinte foi em Espinho onde esteve no comando da equipa durante apenas uma partida antes de rumar à equipa B do Marítimo. Foi na formação insular que Pedro Martins começou a dar provas de ser um técnico com potencial. Com efeito, na temporada seguinte, em 2010/11, acabou por assumir o controlo da equipa principal após a saída de Mitchell Van der Gaag.

Nos Barreiros, Pedro Martins ficou por mais três temporadas no comando dos ‘insulares’. O tempo no Marítimo contabilizam-se como o maior compromisso com uma equipa na carreira do treinador que, depois dos insulares, não passou mais de duas temporadas nos restantes clubes por onde passou.

O tempo passado na Madeira consolidou Pedro Martins como um treinador em ascensão e o Rio Ave avançou para a sua contratação quando a sua saída ficou fechada nos ‘insulares’.

Em Vila do Conde, Pedro Martins terminou dois campeonatos nas 10 primeiras posições da classificatória. O ano de estreia foi mais complicado, mas o Rio Ave ficou sempre seguro na Primeira Liga. No segundo ano de Pedro Martins, os ‘vila-condenses’ subiram de ritmo e estiveram na disputa dos lugares europeus. Um final de campeonato no sexto lugar em 2015/16 levou ao convite do Vitória de Guimarães para esta temporada.

Com cinco clubes no seu percurso enquanto treinador, Pedro Martins está agora a ser associado ao FC Porto para a próxima época. Num dos ‘três grandes’ aumenta a possibilidade de conquista um primeiro troféu, uma vez que, por enquanto, o treinador continua sem saber qual é a sensação de ser coroado campeão de alguma competição.

Sérgio Conceição apresenta um perfil diferente para o FC Porto. Uma das características que Pinto da Costa procura é um treinador com ligações ao clube e nisso o antigo extremo ganha aos pontos.

Depois de várias temporadas enquanto jogador e internacional por Portugal, Sérgio Conceição enveredou por uma carreira de técnico no Olhanense depois de uma passagem como adjunto pela Bélgica.

Na sua primeira aventura como técnico principal, Sérgio Conceição passou dois anos na formação algarvia que militava na Primeira Liga. No ano de estreia terminou em 8º lugar da Primeira Liga, mas no segundo acabou por deixar a equipa a meio para, mais tarde, assinar com a Académica de Coimbra.

Nos ‘estudantes’, fechou a época 2012/2013 com duas vitórias em cinco jogos e completou a temporada seguinte. Em Coimbra, Sérgio Conceição terminou o ano com a conquista do 8º lugar e uma presença nos quartos de final da Taça de Portugal.

Viagem para o Minho com muita controvérsia

Após a sua segunda temporada na Académica, Sérgio Conceição recebeu o convite do SC Braga para assumir o lugar deixado vago por Jorge Peixão que já tinha sucedido a Jesualdo Ferreira. Os ‘bracarenses’ tinham terminado na 9ª posição numa época muita abaixo das expetativas.

Com Sérgio Conceição a classificação do SC Braga melhorou e teve até uma presença na final da Taça de Portugal. No entanto, apesar de ter estado a vencer por 2-0 acabou por perder para o Sporting de Marco Silva.

Apesar de ter estado na luta por um troféu e ter terminado em quarto lugar, o lugar no SC Braga acabou por ficar vago no final do ano. Na causa da saída após uma e´poca de sucesso estiveres problemas com o Presidente dos ‘bracarenses’, António Salvador.

No rescaldo da falta de entendimento, o antigo jogador teve a decisão polémica de trocar o SC Braga pelo Vitória de Guimarães, dois clubes com uma forte rivalidade. A mudança acabou por não ser positiva para o técnico, uma vez que, em Guimarães, não foi além de um 10º lugar no campeonato que não lhe valeu mais uma temporada.

A carreira de Sérgio Conceição tomou, então, um ano sabático. Sem clube durante um ano, a oportunidade de treinar fora de Portugal chegou pela mão de um ‘aflito’ Nantes. A equipa da Ligue 1 estava na zona de despromoção quando o treinador assumiu o comando técnico. Meses depois, o Nantes terminou o campeonato seguro a meio da tabela e com adeptos conquistados por parte do treinador.

Após a saída de Nuno Espírito Santo do FC Porto, Sérgio Conceição entrou no radar de potencias escolhas para o Estádio do Dragão. O clube da cidade Invicta não é estranho para o treinador português que passou dois anos antes de rumar ao futebol italiano.

A questão sobre quem vai ser o próximo treinador do FC Porto é um dos mistérios que mais tinta tem feito correr nos últimos dias. Depois de Lopetegui, Peseiro e Nuno Espírito Santo, os ‘dragões’ vão ter um novo timoneiro que terá de entrar em jogo com expetativas altas. Após quatro anos sem vencer, o Estádio do Dragão está sedento de conquistas.

Conteúdo publicado por Sportinforma