Taça Confederações

14-06-2017 16:26

Uma incógnita chamada Rússia

A jogar em casa, a Rússia vai tentar por fim a quase uma década de desilusões e maus resultados em grandes competições.
O treinador do Legia Varsovia, Stanislav Cherchesov
Foto: EPA/BARTLOMIEJ ZBOROWSKI

Stanislav Cherchesov foi chamado para comandar a seleção russa

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Rússia surge na Taça das Confederações de futebol como a maior incógnita da competição e, a jogar em casa, vai tentar por fim a quase uma década de desilusões e maus resultados em grandes competições.

A um ano de receber pela primeira vez o Campeonato do Mundo, a seleção russa terá a obrigação de mostrar ‘serviço' perante o seu público e finalmente ultrapassar a fase de grupos de uma competição, algo que não acontece desde o Euro2008, quando chegou às meias-finais, no torneio que decorreu na Áustria e Suíça.

Desde aí, a verdade é que a Rússia apenas falhou em 2010 a presença no Mundial da África do Sul, tendo estado no Euro2012, Mundial2014 e Euro2016, mas foi sempre incapaz de passar a primeira fase.

Aliás, sem contar com o histórico da União Soviética, a Rússia nunca conseguir passar a fase de grupos de um Campeonato do Mundo.

Após novo insucesso no Europeu de França, no ano passado, Stanislav Cherchesov foi chamado para comandar a seleção, com o objetivo de renovar e construir uma equipa forte a tempo do Mundial2018.

Mesmo assim, para a estreia absoluta na Taça das Confederações, o selecionador russo optou pela experiência em vez da juventude e chamou 11 jogadores com 30 anos ou mais, o que faz da Rússia uma das seleções mais velhas da prova.

‘Velhos' conhecidos como o guarda-redes Akinfeev (31 anos), o lateral Zhirkov (33), o médio Samedov (32) e o avançado Bukharov (32) continuam a fazer parte da formação russa, enquanto entre os mais novos os médios Golovin (CSKA Moscovo) e Miranchuk (Lokomotiv Moscovo), ambos com 21 anos, são os rostos da nova geração.

Destaque ainda para a inclusão na lista dos 23 convocados de Guilherme Marinato, guarda-redes de 31 anos nascido no Brasil e que desde 2007 defende a baliza do Lokomotiv Moscovo. O defesa Mário Fernandes (CSKA Moscovo), também de origem brasileira, esteve nos pré-convocados, mas acabou excluído da lista final.

A seleção de Leste vai chegar à competição bastante pressionada devido aos resultados pouco animadores obtidos em jogos particulares. Só este ano, nos jogos em casa, foi derrotada pela Costa do Marfim (2-0) e empatou com Bélgica (3-3) e Chile (1-1). O único triunfo aconteceu fora, na Hungria, por 3-0.

A Taça das Confederações arranca a 17 de junho e termina a 02 de julho. O Rússia-Portugal, da segunda jornada do Grupo A, está agendado para 21 de junho, em Moscovo.

Conteúdo publicado por Sportinforma