Futebol

23-06-2017 22:55

Caso ´SMS´s`. PJ vai investigar forma como FC Porto obteve os e-mails

Se o acesso aos e-mails for feito de forma ilegítima, é pouco provável que o Ministério Público valide o seu conteúdo como prova.
Estádio do Dragão
Foto: Валерий Дед

Estádio do Dragão

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

A Polícia já ouviu Francisco J. Marques no âmbito do processo. O diretor de comunicação dos azuis-e-brancos já entregou toda a documentação à PJ, que intimou o FC Porto a não avançar mais dados sobre o tema, de acordo com SIC Notícias.

A investigação da PJ vai tentar saber de que forma o FC Porto teve acesso aos e-mails, para saber se houve crime de acesso ilegítimo e apurar a legitimidade da publicação dos mesmos. Caso o acesso tenha sido ilegítimo, a divulgação dos e-mails pode ser entendido como violação de correspondência.

Ainda de acordo com a SIC, se o acesso aos e-mails for feito de forma ilegítima, é pouco provável que o Ministério Público valide o seu conteúdo como prova, caso os ´encarnados` venham ser investigados pelo crime de corrupção no fenómeno desportivo.

Entretanto Fernando Gomes já solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Judiciária (PJ) a averiguação da documentação referente à arbitragem, desde que assumiu o cargo.

“Solicitei à PGR e à Direção Nacional da PJ que consultassem todos os processos de nomeação, classificação e relatórios dos observadores dos árbitros, promovidos pelo Conselho de Arbitragem e seus dirigentes, desde a minha entrada na Federação Portuguesa de Futebol, em dezembro de 2011”, afirmou Fernando Gomes, em declarações à Lusa.

“O meu interesse e empenho no combate a todas as práticas ilegais e criminosas, na defesa da verdade desportiva, é bem conhecido das entidades a quem mais uma vez decidi recorrer. Confio - sem reservas - nas entidades públicas referidas. E espero que esta minha decisão seja apoiada por todos os agentes desportivos que querem o apuramento da verdade”, rematou Fernando Gomes.

O FC Porto informou esta sexta-feira que “satisfez o pedido” da PJ e entregou “toda a documentação disponível” relativa ao caso dos e-mails.

Antes, igualmente em comunicado, o Benfica negou “qualquer tentativa de condicionamento quer da arbitragem, quer dos órgãos da justiça desportiva” e denunciou uma campanha “com recurso a práticas criminosas”, acrescentando que a “seu tempo serão devidamente julgadas e sancionadas, é essa sim uma flagrante tentativa de condicionamento dos árbitros e da justiça”.

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis ‘encarnados’, nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, num dos casos com o delegado da Liga de clubes Nuno Cabral, visando a descida da avaliação do árbitro Rui Costa, através de recurso.

Entre outras situações, o responsável dos ‘dragões’ revelou também a alegada partilha de mensagens de telemóvel do atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, na altura em que presidiu à Liga de clubes, entre o diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da Liga Carlos Deus Pereira.

Conteúdo publicado por Sportinforma