Primeira Liga

13-07-2017 11:10

Polícia investiga venda de material pirotécnico a claques de futebol

Foram detidas 9 pessoas, uma com ligações a claques do Vitória e do FC Porto.
Pirotecnia nas claques está a ser investigada

Pirotecnia nas claques está a ser investigada

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

A Polícia Judiciária de Braga e a PSP estão a realizar buscas em fábricas de pirotecnia do Norte e Centro do país para tentar detetar negócios com claques de futebol. De acordo com a RTP, as forças da autoridade já detiveram nove pessoas sendo que um homem é suspeito de ter vendido pirotecnica a claques ligadas ao FC Porto e ao Vitória de Guimarães.

Para além do suspeito com ligações às claques dos clubes, a RTP avança ainda que há três pessoas que foram apanhadas em flagrante delito durante as buscas levadas a cabo desde a manhã desta quinta-feira aumentando para nove o número total de pessoa em custódia.

Segundo a mesma fonte, foram emitidos seis mandatos de busca que estão a ser investigado em localizações ligadas à produção de pirotecnia. Numa das buscas, já terão sido apreendidas explosivos que estão na posse das forças da autoridade para serem utilizadas como provas e analisadas.

Numa operação em 34 locais e que surge depois de vários meses de investigação, as forças da autoridade estão a ser acompanhadas por um juiz da instrução bem como por uma brigada de minas e explosivos da PSP para evitar qualquer acidente relacionado com explosivos.

Para além da procura de material pirotécnico, estão ainda em causa investigações ligadas a um ataque com recurso a armas de fogo num autocarro ao serviço da segurança do SC Braga no ano passado. Na altura, a empresa de segurança foi atacada enquanto estava de serviço com os 'bracarenses'.

Recorde-se de que o uso de pirotecnia é proibido nos estádios de futebol, mas tem sido uma prática comum em Portugal. Apesar dos constantes avisos e das penalizações, os adeptos continuam a prática de utilizar esse tipo de engenhos em encontros de futebol.

Em comunicado, após a denominada "Operação Petardo", a PJ refere que no decurso da investigação "foram identificadas atividades ilícitas relativas ao fabrico e venda de artigos pirotécnicos, ao tráfico de armas e a comercialização e utilização de petardos e tochas de fumo em recintos desportivos".

Aquela força policial adiantou que "estão ainda em investigação os incidentes ocorridos em janeiro passado, em Braga, após o jogo de futebol entre o Sporting Clube de Braga (SCB) e o Vitória Sport de Guimarães (VSC), em que foi atingido, com disparo de arma de fogo, o autocarro que transportava funcionários da empresa de segurança que presta serviço no estádio do SCB".

Segundo a PJ, foram detidas seis pessoas em cumprimento de mandado emitido pelo Ministério Público e ainda "mais dois suspeitos, em flagrante delito".

Anteriormente, fonte da PJ tinha referido um total de nove detenções, seis em cumprimento de mandado e três em flagrante delito.

Em causa está o crime de "detenção de armas proibidas, nomeadamente, rastilho e engenho para lançamento de artigos pirotécnicos".

Os detidos, com idades entre os 27 e os 53 anos, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

Em atualização

Conteúdo publicado por Sportinforma