Futebol

21-03-2017 18:02

Tribunal decide “perda de ações” de antigo presidente do Santa Clara

A sentença do Tribunal de Ponta Delgada, a que a agência Lusa teve acesso, vem agora dar razão à assembleia-geral da SAD do Santa Clara.
Treino do Santa Clara

Treino do Santa Clara

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O Tribunal Judicial de Ponta Delgada considerou "improcedente" a providência cautelar interposta por Mário Batista, para "suspensão das deliberações" tomadas na assembleia geral de 31 de outubro de 2016, que determinavam a "perda das ações tituladas" pelo próprio.

Na altura, a assembleia-geral decidiu a perda de 47,6% das ações, totalidade pertencente a Mário Batista, antigo presidente do clube e da SAD do Santa Clara, alegando que o acionista não teria realizado a totalidade das ações avaliadas em 238 mil euros.

A mesma assembleia-geral não reconheceu, por isso, a venda de 46,6% das ações do acionista Mário Batista ao investidor turco Ismail Uzun, por 233 mil euros.

A sentença do Tribunal de Ponta Delgada, a que a agência Lusa teve acesso, vem agora dar razão à assembleia-geral da SAD do Santa Clara, tendo determinado "a perda das ações" de Mário Batista e dando com "factos não provados" a venda de "23.3000 ações a Ismail Uzun pelo preço de 233.000.00 euros".

O presidente do clube e da SAD do Santa Clara disse à agência Lusa que a decisão do Tribunal Judicial de Ponta Delgada vem "repor a verdade".

"É a prova de que efetivamente Mário Batista não pagou os 119 mil euros relativos à realização do seu capital social (...) Neste momento Mário Batista não tem mais ações na sociedade comercial de acordo com o que está previsto no código das sociedades comerciais. Foi deliberada a perda das ações a favor da sociedade, a sociedade adquiriu as ações por violação de obrigações do dever de entrada do acionista e agora irá promover a sua venda", considerou Rui Cordeiro.

Segundo o presidente do clube e da SAD ‘encarnada’ com "a retirada da totalidade das ações" ao acionista Mário Batista, "as ações serão vendidas", sendo que serão "os acionistas a deliberar quem é que querem que seja novo acionista da Santa Clara Açores Futebol SAD", mantendo-se "o centro de decisão regional de 51%".

Questionado pela agência Lusa se a SAD do Santa Clara já encontrou um comprador para os 47,6% das ações detidas até agora por Mário Batista, Rui Cordeiro recusou adiantar pormenores sobre o assunto.

"Este é um assunto que estará em agenda no conselho de administração depois será apresentado aos acionistas e só depois será dado conhecimento à opinião pública, mas é um assunto que temos de tratar com algum sigilo, algum recato, e é isso que procuramos fazer que é a nossa maneira de ser e de estar que é trabalhar para o futuro do Santa Clara", disse.

A agência Lusa tentou ainda contactar Mário Batista para tentar saber se vai recorrer da decisão do Tribunal Judicial de Ponta Delgada mas até ao momento não foi possível.

Conteúdo publicado por Sportinforma