II Liga

12-04-2017 13:58

Leixões vai processar Caixa Geral de Depósitos se não tiver acesso à sua conta

Direção da equipa de Matosinhos refere que ainda não teve acesso à conta da instituição bancária desde que tomou posse.
Adeptos do Leixões
Foto: DR

Direcção do Leixões ameaça processar a Caixa Geral de Depósitos

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Direção do Leixões anunciou esta quarta-feira que vai "interpor uma ação em tribunal contra a Caixa Geral de Depósitos caso, num prazo de 10 dias, esta não reveja a opinião de não dar acesso à conta do clube".

Numa conferência de imprensa realizada no Estádio do Mar, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Manuel Dias, deixou o aviso à instituição bancária, cujo "comportamento está a causar sérios danos ao clube".

Eleita em fevereiro de 2017, a direção do Leixões - segundo Duarte Anastácio, presidente do clube - "cumpriu com todas as exigência da Caixa Geral de Depósitos para poder movimentar a conta".

"Contudo, na segunda-feira, às 17:00, recebemos um telefonema da CGD de Matosinhos que informou que a direção não poderia aceder à conta por não estarem cumpridos os requisitos estatutários para a realização da assembleia geral" em que a atual direção foi eleita.

Manuel Abreu refutou a acusação e explicou que a reunião magna eleitoral "foi convocada por deliberação da Assembleia Geral de 06 de dezembro de 2016", considerando "ridículo" o argumento agora invocado pela instituição bancária.

Duarte Anastácio explicou que, mensalmente, "entre três e quatro mil pessoas, entre pais de atletas e associados, fazem os seus pagamentos nessa conta", valores que, sublinhou, "são impossíveis de confirmar se entraram, pois a anterior Direção não deixou qualquer informação sobre a conta nem acesso eletrónico à mesma".

"Nesta situação, podemos estar a ter um prejuízo de milhares de euros", frisou o líder do clube de Matosinhos, que admitiu avançar com "uma auditoria às contas para poder informar os associados do que se está a passar no clube".

A atual Direção foi eleita depois de o clube ter sido gerido nos seis meses anteriores por uma comissão administrativa - de quem também fazia parte Duarte Anastácio - período esse em que a CGD "também nunca permitiu o acesso à conta".

"Nessa altura, exigiram a cópia dos documentos de identificação de todos os sócios que elegeram a comissão administrativa", denunciou Duarte Anastácio.

Conteúdo publicado por Sportinforma