Mundialito futebol (fem.)

05-03-2011 18:08

Árbitra 'impõe' respeito aos jogadores suiços

A árbitra de 31 anos é regularmente chamada para as provas femininas da UEFA e da FIFA, mas na Suíça participa quase todos os fins de semana nos jogos das divisões inferiores do futebol masculino.
Árbitra 'impõe' respeito aos jogadores suiços

Por Sapo Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A suíça Esther Staubli é árbitra da FIFA e presença habitual nas competições internacionais de futebol feminino, mas quando regressa a “casa” impõe respeito aos homens que disputam os campeonatos helvéticos.

«Fui jogadora durante algum tempo, mas comecei a arbitrar em 2000 e parei de jogar. Gosto muito daquilo que faço. Adoro o futebol e quis procurar outra forma de estar envolvida», disse Esther Staubli à Agência Lusa.

A árbitra de 31 anos é regularmente chamada para as provas femininas da UEFA e da FIFA, mas na Suíça participa quase todos os fins de semana nos jogos das divisões inferiores do futebol masculino.

«É um pouco diferente, porque homens e mulheres são diferentes. O tratamento dos jogadores acaba por mudar, mas, como é o mesmo desporto, no final é igual», explicou.

Mesmo assim, Esther Staubli, que é uma das árbitras que marca presença na Algarve Cup/Mundialito, desvendou o segredo para no relvado lidar com os homens.

«Nos primeiros cinco, 10 minutos do jogo, temos que demonstrar que sabemos arbitrar e assim ganhamos o respeito dos jogadores. Tento fazer isso e nunca tive problemas de desrespeito», contou.

Contudo, a juíza helvética acha difícil que uma mulher alguma vez seja nomeada para apitar uma final da Liga dos Campeões ou até mesmo de um Mundial, mas «nunca se sabe».

«Uma mulher, também da Suíça, já chegou a arbitrar um jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, mas foi uma excepção. Vamos ver e esperar», disse.

Esther Staubli considera que todos os árbitros «têm dias bons e outros menos bons», mas a «dificuldade» da profissão acaba por ser superada com o «prazer de estar no meio do relvado a viver o jogo».

«Não é sempre fácil, mas penso que o prazer e a parte boa da arbitragem acabam por superar as dificuldades que às vezes temos», referiu.

Em fase de preparação para o Mundial2011, a helvética prefere não falar de erros do passado, como uma grande penalidade mal assinalada ou um cartão mal mostrado, e tenta «sempre» ter na memória os seus melhores desempenhos.

«Tive um jogo no Mundial sub-17 em que o estádio estava cheio, o ambiente estava fantástico e é desses momentos que gosto de me lembrar», concluiu.