Joaquim Evangelista

17-12-2013 13:59

«Clubes que apostem em jogadores portugueses deviam ser recompensados pela FPF»

Fernando Gomes completou esta terça-feira dois anos de mandato à frente da FPF e ouviu vários representantes das Associações da classe do futebol. Evangelista voltou a apelar à defesa do jogador português.
«Clubes que apostem em jogadores portugueses deviam ser recompensados pela FPF»

Por Eduardo Santiago sapodesporto@sapo.pt

O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais e Futebol, Joaquim Evangelista, marcou presença esta terça-feira na cerimónia da comemoração dos dois anos de mandato de Fernando Gomes à frente da FPF e, apesar de elogiar o trabalho desenvolvido nos últimos tempo, apelou a mais incentivos por parte da Federação aos clubes nacionais que apostem em futebolistas portugueses.

«Queria felicitar a Federação Portuguesa de Futebol, nomeadamente a sua direção e o seu presidente, pelo trabalho desenvolvido até à data. Queria pela positiva destacar algumas das coisas que já foram feitas e salientar a reestruturação e reorganização interna que se traduziu numa melhor articulação com as Associações da classe. Queria também destacar a maior representatividade internacional, não só institucional, mas também desportiva com o sucesso das nossas seleções e não só nos escalões superiores mas também nos escalões inferiores e sobretudo no futebol feminino. Muito mais foi feito, no que diz respeito ao Sindicato é óbvia a eficiência e a eficácia da relação com a FPF», começou por dizer Joaquim Evangelista.

«Mas aproveitava para pedir ao presidente da FPF mais empenhamento e que redobrasse o seu esforço em duas questões para nós fundamentais: a primeira tem a ver com o saneamento do futebol português. Ou seja, o sucesso das seleções, o sucesso de alguns clubes não pode desresponsabilizar aqueles clubes que continuam a fazer uma má gestão em Portugal. É preciso novos modelos de licenciamento mais eficazes, apropriados e atentos às novas realidades com as participações de investimentos estrangeiros com a falta de transparência que existe como alguns chegam aos clubes de futebol e que têm um reflexo na comunidade local e no futebol em geral e portanto é preciso estar atento e criar mecanismos que distingam aqueles que de facto cumprem as suas obrigações, e não estou a referir-me apenas a aspectos salariais, daqueles que não cumprem. É preciso dar uma imagem de credibilidade. É tempo e altura da Federação reestruturar de base o futebol nacional», afirmou o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol sobre a má gestão de alguns clubes em Portugal.

«O segundo aspecto tem a ver com o jogador português. Eu sei que muito tem sido feito, pelo presidente em particular. Mas é preciso fazer mais. Alguns clubes, enfim o caso mais mediático é o Sporting que regressou à sua base de formação, mas há outros que na época passada fizeram esse investimento, como o Guimarães, e que por essa via deviam ser recompensados. Acho que aqueles clubes que contribuem para o modelo em desenvolvimento do futebol português têm de ter da parte da Federação o apoio para esse efeito», sentenciou Joaquim Evangelista antes de desejar boas festas a todos os presentes na cerimónia. Conteúdo publicado por Sportinforma