Balde de água gelada no 'caldeirão' dos Barreiros. Portugal foi derrotado pela Suécia por 3-2, em jogo de caráter particular disputado no Estádio do Marítimo. Houve, no entanto, espaço para um golo do ‘seu menino’ Cristiano Ronaldo, que cumpriu o primeiro jogo na terra natal com a camisola das quinas. O capitão da equipa das quinas inaugurou o marcador aos 18 minutos e um auto-golo de Granqvist deu o 2-0 à formação lusa. Claesson acabou por estragar a festa com dois golos na segunda parte e Cancelo, já no último suspiro, marcou na própria baliza.

Com um onze quase virado do avesso por Fernando Santos, o madeirense foi mesmo o único resistente em relação à equipa inicial escalada para o jogo com a Hungria, no último sábado, com destaque para a estreia de Marafona na equipa principal.

Os campeões europeus em título entraram determinados em dar aos madeirenses um triunfo folgado, até porque a formação das quinas registava apenas uma vitória caseira em 18 jogos disputados com os nórdicos. Renato Sanches deixou o primeiro aviso (6’) com um remate de fora da área, mas a Suécia não se fez rogada e foi respondendo através das investidas de Claesson.

Aos 18 minutos, Ronaldo inaugurou o marcador, levando os cerca de 17 mil adeptos presentes no Estádio do Marítimo ao rubro: excelente assistência de Gelson Martins, de trivela, com o jogador do Real Madrid, a desviar para o fundo das redes. O bom filho a casa tornou e trouxe consigo um presente: estava feito o 1-0.

Apenas três minutos depois, Claesson voltou a falhar o alvo por pouco, com um remate forte a passar por cima da barra da baliza de Marafona. Estava ao rubro o jogo no 'caldeirão', com os adeptos a clamarem por mais golos de CR7.

Não marcou CR7, mas marcou Granqvist na própria baliza, ao minuto 34: Gelson tentou servir Bernardo Silva, mas o capitão dos nórdicos, que tentava o corte, acabou por trair Johnsson.

As mudanças continuaram ao intervalo, com Eliseu, Danilo, Bernardo Silva e João Moutinho a darem lugar a Éder, Pizzi, William Carvalho e Nelson Semedo. Ao minuto 51, Ronaldo esteve muito perto de bisar, na marcação de um livre direto, mas a bola saiu por cima da baliza adversária. Nesta altura já o jogo havia perdido alguma intensidade, algo que a Suécia soube aproveitar da melhor forma. Claesson provou o porquê de ser um dos melhores em campo e ao minute 57 fez o 2-1 para os nórdicos, aproveitanto uma defesa incompleta de Marafona.

Logo a seguir, Fernando Santos fez entrar Ricardo Quaresma para o lugar de Ronaldo, que recebeu enorme ovação no momento em que deixou o relvado. E ao minuto 74, balde de águia fria no caldeirão, com Claesson, uma vez mais, a fazer das suas. Canto rasteiro batido do lado direito, com o extremo a ganhar a Nélson Semedo ao primeiro poste e a desviar para o fundo das redes.

O empate já era, por si só, um mau resultado, mas a Suécia parecia mesmo disposta a estragar a festa aos campeões europeus. Ao cair do pano, arrancada de Hult pela esquerda e na sequência do cruzamento do defesa sueco, Cancelo colocou a bola na própria baliza.