Taça Confederações

14-06-2017 09:39

António Simões: "É possível Portugal continuar a fazer história"

Portugal estreia-se frente ao México, em Kazan, no domingo, defrontando a Rússia no dia 21, em Moscovo, e encerra a fase de grupos diante da Nova Zelândia a 24 de junho, em São Petersburgo.
António Simões
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António Simões, antigo internacional português

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Um ano depois da inédita vitória da seleção portuguesa de futebol no Euro2016, o antigo internacional António Simões defende que Portugal tem todas as condições para triunfar também na Taça das Confederações, que arranca no sábado, na Rússia.

Em entrevista à Lusa, o histórico ‘magriço' da geração do Mundial1966 adiantou que o triunfo no ano passado em França "alterou o paradigma" sobre a seleção, tanto a nível interno, como também aos olhos dos adversários.

"Portugal tem toda a qualidade para vencer esta prova. Tem também estatuto e sucesso, que lhe dá confiança e convicção que pode ganhar em qualquer circunstância. Estas duas coisas juntas dão-lhe também a legitimidade. Parece que finalmente Portugal, através do futebol, deixou de ter medo de ganhar muitas vezes", afirmou.

Considerando que "Portugal está na moda em muitas coisas e também no futebol português", António Simões disse acreditar que a seleção é capaz de somar novo triunfo internacional.

"É perfeitamente possível Portugal continuar a fazer história na Taça das Confederações. A qualidade continua e está a aumentar. Isto não é deslumbramento e nem arrogância, é a verdade dos factos", sublinhou.

O ex-futebolista do Benfica e da seleção lusa encara também a convocatória do selecionador Fernando Santos com otimismo, em virtude do equilíbrio maior entre as opções face ao lote de convocados que esteve em 2016, em França.

"Acho que esta seleção não é só mais equilibrada, como tem um acrescento de qualidade, irreverência e de tudo o que disse antes. Há futuro. A moda é para continuar. Já lá estão muitos jovens e há mais para chegar", assegurou.

Simões analisou ainda a competição sob o prisma competitivo, acentuando o seu caráter "curto e intenso" e a importância de vencer o México.

"Ganhar o primeiro jogo é determinante, porque não há muitos jogos para recuperar. Não é uma prova de regularidade. Não há o dia de amanhã", rematou.

Portugal estreia-se frente ao México, em Kazan, no domingo, defrontando a Rússia no dia 21, em Moscovo, e encerra a fase de grupos diante da Nova Zelândia a 24 de junho, em São Petersburgo. A Taça das Confederações decorre na Rússia entre sábado e 02 de julho.

Conteúdo publicado por Sportinforma