Futebol

28-05-2017 17:34

Final da festa da Taça de Portugal começou antes do apito inicial

Cores da bandeira nacional acolhem a final da Taça de Portugal no Jamor, num duelo entre o Benfica e Vitória.
Adeptos do Vitória de Guimarães no Jamor
Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA

Adeptos do Vitória de Guimarães no Jamor

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Centenas de crianças com balões com as cores da bandeira portuguesa acolheram o Benfica e o Vitória de Guimarães, ao entrar para o relvado do Estádio Nacional, instantes antes da final da Taça de Portugal em futebol.

Os jovens, que estavam juntos à bancada do peão, do lado oposto à bancada presidencial, seguravam balões verdes, amarelos e vermelhos. Mesmo com a chuva, que caiu durante a tarde, nada os arredou e com ânimo criaram a coreografia da bandeira nacional.

A bola, com que o Vitória de Guimarães deu o pontapé de saída veio do ar. Não por paraquedistas, mas através de um militar que desceu num drone gigante e aterrou junto ao relvado do Estádio do Jamor, entrando o esférico a Paulo Costa, o quarto árbitro da final da prova.

Este histórico recinto, maioritariamente composto por adeptos do Benfica, mais de metade do recinto, tinha no topo sul o 'domicílio' dos vimaranenses, embora um pequeno setor, mesmo na ponta da bancada tinha algumas centenas de adeptos 'encarnados'.

A tarde ficou marcada pela chuva, situação pouco usual em finais da Taça de Portugal, o que obrigou os mais prevenidos a terem como indumentária impermeáveis transparentes, que permitiam ver as cores dos clubes aos quais eram afetos.

Ainda assim, o ambiente esteve longe de estar 'frio', pelo fulgor que cada adepto trouxe para dentro do recinto, fortemente visível quando as equipas entraram para os exercícios de aquecimento.

Houve também espaço para canções do Vitória de Guimarães, primeiro, e do Benfica, depois, para afinar as vozes dos adeptos para o apoio durante 90 ou 120 minutos, se o empate persistir no final do tempo regulamentar. Durante esse período os cachecóis foram erguidos e palmas foram batidas.

Minutos antes do jogo dirigido pelo árbitro lisboeta Hugo Miguel, a filarmónica da GNR entoou o 'A Portuguesa'. No centro do relvado estava uma Cruz de Cristo' e todo o campo 'vestiu-se' de branco, estando em cada um dos lados uma faixa alusiva aos dois clubes presentes na final. Os jogadores entraram acompanhados de crianças perfilaram-se em frente da tribuna presidencial.

O staff de apoio e o material técnico do videoárbitro, que fez a estreia oficial em jogos ao vivo esta tarde, esteve a poucos metros do banco de suplentes do Vitória de Guimarães, mesmo em frente dos adeptos vimaranenses.

O encontro entre ‘encarnados' e vitorianos começou às 17:15 e reedita o duelo de 2013, quando os vimaranenses conquistaram pela primeira vez o troféu, após derrotarem por 2-1 o Benfica, vencedor da prova em 25 ocasiões, a última das quais em 2014 (venceram o Rio Ave por 1-0, no jogo decisivo).

Conteúdo publicado por Sportinforma