Final Taça de Portugal

28-05-2017 22:25

Derrota silenciou Toural, em Guimarães

Benfica venceu o Vitória de Guimarães por 2-1 e conquistou a sua 26.ª Taça de Portugal no Jamor.
Toural
Foto: HUGO DELGADO / LUSA

Praça do Toural, em Guimarães

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A derrota do Vitória de Guimarães na final da Taça de Portugal, frente ao Benfica, silenciou os adeptos presentes no Toural, em Guimarães, mas por pouco tempo, pois ouviram-se aplausos quando a equipa apareceu nos ecrãs.

Numa tarde em que nem a chuva intensa que se fez sentir em Guimarães acalmou os ânimos de um pequeno grupo de adeptos do maior clube do concelho, o único momento negativo aconteceu quando o seu descontentamento, pelo resultado, os fez ‘descarregar a fúria’ em insultos e empurrões a alguns jornalistas que acompanhavam a partida na cidade berço.

O ‘Jamor de Guimarães’, a praça do Toural, em pleno Centro Histórico da Cidade foi o local escolhido para a concentração das cerca de três centenas de adeptos, resistentes, persistentes, fieis ao clube, que de camisolas encharcadas, com mais ou menos guarda-chuvas, assistiram à final da ‘prova Rainha’ do futebol português.

A chuva foi, ao longo da partida, afastando alguns adeptos da praça, enchendo os cafés, mas pelas ruas do centro da cidade a atenção estava no Jamor e, quando aos 48 minutos Raúl Jiménez marcou o primeiro golo do Benfica ouviu-se... silêncio. E depois desilusão. E, depois, palmas de incentivo à equipa.

A cada remate do Benfica, silêncio, a cada arranque do Vitória, euforia. E segundo golo do Benfica, agora pela cabeça de Salvio, ao minutos 53. E voltou o silêncio.

Mas, ao minuto 54, já se ouviam palmas, cânticos e a chuva, muita chuva. Contavam-se os minutos, olhavam-se para os relógios e o tempo passava, até que ao minuto 78 a esperança voltou ao Toural.

"Golo", ouviu-se, qual grito de vitória de D. Afonso Henriques em vitórias longínquas.

Aos 90+4 minutos, o arbitro Hugo Miguel deu, porém, a machadada que haveria de acabar com a esperança vimaranense, o apito final.

O Benfica ganhou. Voltou o silêncio à praça, mas, mais uma vez, por pouco tempo.

Os jogadores do Vitória apareceram no ecrã, tristes, e foram aplausos que se ouviram.

"Caíram, mas caíram de pé", comentaram os adeptos no Toural. “Não lhes faltou a alma, faltou-lhes os pés. E sorte", explicou à Lusa António Pêga, 58 anos, do ‘Vitória' desde os cinco anos.

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