Jogos Olímpicos

26-09-2013 18:56

Comissão de Atletas Olímpicos quer federações mais preocupadas com competidores

Nuno Barreto entende que «ao se falar apenas do alto rendimento, o papel do COP fica um pouco reduzido.
Comissão de Atletas Olímpicos quer federações mais preocupadas com competidores

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O presidente da Comissão de Atletas Olímpicos apelou hoje às federações para que tenham uma atitude mais preocupada com os competidores, considerando que as exceções devem merecer a atenção e intervenção das instâncias superiores do desporto.

«Temos de criar condições de tranquilidade para que os atletas estejam concentrados no treino e competições e não andarem preocupados com assuntos que deveriam ser secundários no seu dia-a-dia», disse Nuno Barreto, questionado sobre o repúdio de triatletas do alto rendimento do triatlo em relação à gestão federativa.

Em declarações à Lusa, escusa-se a debater as diversas críticas e recorda o que entende ser «essencial»: «Havendo um conjunto tão grande de atletas de elite de uma modalidade juntos - e a uma só voz - a dar grito de alerta e pedido de auxílio, é evidente que é preocupante, um sinal claro de que alguma coisa deverá mudar».

«O importante é o grito de alerta dos atletas, a forma como muitas vezes são tratados pelas federações. É necessário que estas revejam a forma como lidam com eles. Trata-se de pessoas, atletas de elite que merecem todo o respeito do Mundo na forma como são tratados. Chegaram a um ponto de esgotamento. Há muita insegurança e intranquilidade que não são desejáveis», vincou.

Nuno Barreto entende que «ao se falar apenas do alto rendimento, o papel do COP fica um pouco reduzido, pois sai um pouco da sua esfera de ação, mas o IPDJ e a secretaria de Estado do Desporto e Juventude têm um papel, mesmo respeitando a desejada autonomia das federações, chamando as federações à razão, sensibilizando-as para que estes problemas não ocorram».

«Sob o pretexto da privacidade e autonomia das federações, não se pode tapar os olhos, pois este é um papel que cabe a todos os agentes envolvidos, que começa nos atletas e acaba na Secretaria de Estado», insiste.

Sobre a situação no triatlo, conclui com um recado: «Apelar ao diálogo e bom senso entre federação e atletas para o mais rápido possível encontrarem bases necessárias para que cada um possa fazer o seu trabalho tranquilamente e ver a melhor forma possível para preparar a próxima época. Com tranquilidade e garra para andar para a frente».

Conteúdo publicado por Sportinforma com Lusa